Passos Coelho não assume derrota pessoal nas autárquicas

(FOTO: TSF)
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O líder do PSD assumiu a derrota de domingo como nacional. No Conselho Nacional do PSD, Passos Coelho não quis apontar dedos nem responsabilidades, mas não assumiu culpa individual.

Pedro Passos Coelho sublinhou ontem, na sua intervenção no Conselho Nacional do PSD, que se há culpa na derrota do partido nas autárquicas essa culpa é de todos. Não apenas dele próprio, da direção ou do corrdenador autárquico.

Na partilha de culpa, o primeiro-ministro fez referência aos antigos líderes do PSD e dirigentes que criticaram na imprensa a derrota, acrescentando que também eles fizeram campanha e deram a cara, logo têm uma quota parte de responsabilidade.

O líder do PSD atribuiu a pesada derrota ao crescimento da abstenção, votos brancos e nulos e ao «populismo» do PS durante a campanha eleitoral.

Passos Coelho garantiu ainda aos conselheiros nacionais que o Governo não vai mudar de rumo. Ao que a TSF apurou, houve críticas por parte dos conselheiros quanto à estratégia autárquica adotada, mas ninguém questionou abertamente a atual liderança do partido.

Pelo contrário, garantiu depois o porta-voz do partido, Marco António Costa, que afirmou que os sociais-democratas estão com uma «coesão interna total e absoluta» e determinados em reconquistar os eleitores que não lhes deram o voto nas eleições autárquicas.

Questionado sobre eventuais «lutas palacianas» no PSD, Marco António Costa respondeu: «Não encontro no partido, em nenhum setor do partido, esse ambiente nem esse tipo de preocupação em relação ao líder do PSD. Nós estamos com um ambiente de coesão interna total e absoluta. Não vemos nenhum sinal de preocupação». (tsf.pt)

Por Ana Catarina Santos

 

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