Passos alerta que País não se livra da troika em Junho

(Foto: © Nuno Pinto Fernandes/Globalimagens)
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Passos Coelho adverte que fim do programa em junho de 2014 não significa fim da vigilância da troika. Portugal terá de prestar contas até pagar dois terços da dívida. O que levará anos.

O primeiro-ministro lembrou esta noite que, mesmo cumprindo o programa de ajustamento até junho de 2014, Portugal não se verá livre dos credores nessa data. Passos Coelho afirmou que não poderá garantir toda a parte do “bilhete de ida dos elementos da troika para os seus países de origem”, uma vez que “enquanto dois terços da dívida não forem pagos, os credores tem direito de cá vir ver se estamos cumprir”.

Num discurso que encerrou o segundo dia de trabalhos do “2º Fórum Empresarial do Algarve” Passos Coelho explicou que o País não goza propriamente de “uma independência financeira”, em virtude de “um conjunto de transferências de soberania” realizadas no âmbito comunitário. “Dependemos muito mais um dos outros do que fomos ensinados”, acrescentou.

Depois de Durão Barroso ter de manhã, no mesmo fórum empresarial, lançado um recado ao Tribunal Constitucional de que o ajustamento exigia um esforço de “todo Estado e não apenas do Goveno”, Passos Coelho voltou a fazer alusão ao assunto.

O primeiro-ministro lembrou que as medidas necessárias ao ajustamento e à sustentabilidade do País não são “escolhas de um Governo, nem sequer de uma coligação de partidos, mas de escolhas verdadeiramente nacionais. Nacionais porque implicam e vinculam todo o sistema político-constitucional, que se revê precisamente na nossa presença na Europa”.

Passos Coelho destacou ainda o acordo de comércio livre que os Estados Unidos e a União Europeia estão neste momento a negociar. O primeiro-ministro acredita que esse acordo com a Administração Obama “será um importante factor de revitalização, de crescimento e de criação de emprego para as economias europeias e americanas”. Este futuro tratado, de acordo com Passos Coelho, irá potenciar as exportações portuguesas para os EUA, sendo mais um factor que contribuirá para a recuperação económica do País. (dn.pt)

Por Rui Pedro Antunes

 

 

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