País participa no Fórum de Diálogo Africano

Mapa de Angola (ANGOP)

Angola participou segunda-feira, em Genebra (Suíça), num Fórum de Diálogo Africano sob o lema “Panafricanismo e Renascimento de África”, em saudação ao 50° aniversário da fundação da União Africana.

Mapa de Angola (ANGOP)
Mapa de Angola (ANGOP)

Angola esteve presente no Fórum, que constou de paneis subordinados aos temas  “O desenvolvimento de África”  e  “Boa governação, desenvolvimento, paz e segurança em África”, com diplomatas da Missão Permanente de junto da ONU, em Genebra.

Numa organização da representação da União Africana em Genebra, a actividade teve como oradores distintas personalidades, com destaque para a Presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini Zuma, o ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo, a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, o ministro de estado congolês Théophile Obenga, e a estrela internacional da música e embaixadora da UNICEF, Angélique Kidjo.

O encontro serviu para fazer-se uma retrospectiva dos 50 anos da organização e reflectir em torno de várias questões no continente africano, mormente o seu desenvolvimento económico, a paz e a segurança, bem como os desafios para o futuro.

Nos seus pronunciamentos e durante os debates interactivos, os intervenientes convergiram na necessidade de os africanos continuarem a envidar esforços para alcançar-se um desenvolvimento sustentável, tendo em vista a eliminação da pobreza, da fome, e atenuar doenças como HIV Sida, Malária e Tuberculose, que afectam a população.

Depois de destacar no seu discurso que a UA serviu de plataforma para as independências no continente e o papel importante que tem desempenhado para as democracias em África, a presidente da UA, Nkosazana Zuma, disse que  “África não pode esperar mais e tem de perspectivar o futuro”.

Indicou que depois de alcançada a liberdade, que foi sempre um dos objectivos da UA, “devemos reflectir sobre que futuro estamos a preparar para as novas gerações e como devemos nos engajar na luta contra a pobreza, as doenças e para o desenvolvimento económico”.

A Presidente da UA referiu-se também a aspectos ligados a necessidade da boa governação, da paz e segurança, direitos humanos, a gestão de conflitos, inserção das mulheres na sociedade, o crescimento populacional, os avanços tecnológicos, parcerias internacionais, investimentos e trocas comerciais.

“África deve integrar-se internacionalmente para alcançar o seu desenvolvimento” , sublinhou, acrescentando que o continente é rico em recursos minerais, marinhos, terras aráveis, entre outros, mas necessita de recursos tecnológicos, daí o apelo feito aos parceiros internacionais neste capítulo.

Por seu lado, o ex-presidente Obasanjo centrou a sua alocução nos aspectos relacionados com a resolução e gestão de conflitos, como factores que proporcionam a paz e consequentemente a segurança e a boa governação.

“A democracia, paz e segurança são a base para o desenvolvimento de qualquer estado, caso contrário teremos sociedades fragmentadas”, referiu.

Por outro, o Presidente Obasanjo acrescentou que a UA não deve tolerar a impunidade.

Referiu-se igualmente ao crescimento económico que o continente necessita. “Precisamos de mais cooperação e integração no domínio do comércio, boa governação e coesão nas relações entre os estados”.

“O desenvolvimento não é um discurso, mas faz-se todos os dias. O desenvolvimento de África depende somente dos africanos, mesmo que haja ajuda internacional”, concluiu.

O respeito aos Direitos Humanos que deve estar no centro das prioridades dos estados, foi evocado pela Alta Comissária da ONU, Navi Pillay, que convidou os países a adoptarem políticas de defesas aos direitos humanos.

Reiterou que a solução de muitos problemas africanos, nomeadamente sobre direitos humanos, deve partir dos próprios africanos, indicando que a paz e o desenvolvimento não existem sem os direitos humanos, porque estão intrinsecamente ligados. (portalangop.co.ao)

DEIXE UMA RESPOSTA