Organizações Não Governamentais no Sudão a contas com a justiça

Sudão (miaf.org.br)
Sudão (miaf.org.br)
Sudão (miaf.org.br)

Uma dezena de Organizações Não Governamentais (ONG’S), radicadas no Sudão, na sua maioria estrangeiras, está a contas com a justiça local por, comprovadamente, estar por detrás de distúrbios públicos  que terão provocado a morte a dezenas de pessoas.

Tal como tem acontecido noutros países africanos, também no Sudão a estratégia de desestabilização do poder chega por via dessas ONG’S, que se acobertam por detrás de supostas acções filantrópicas para provocarem verdadeiras tentativas de golpes de estado inconstitucionais.
De acordo com uma investigação independente levada a cabo por um grupo de especialistas em segurança e a pedido do governo sudanês, as orientações para a acção dessas ONG’S partia da Federação Internacional dos Direitos Humanos, localizada em Paris, e visava destituir o presidente Omar al-Bachir por via de uma suposta “pressão popular”.
Omar al-Bachir, que conta com o apoio de todo o continente africano na sua luta contra o mandato de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional, foi um dos signatários do surgimento do Sudão do Sul.
Desde essa altura, mais concretamente a partir de 2011, que o Sudão tem sido alvo de variadas tentativas de desestabilização por parte das potências ocidentais que nunca viram com bons olhos o apoio popular desfrutado por al-Bachir junto do seu povo e a influencia que tem em toda a conturbada região, onde é tido como parceiro incontornável de numerosos países árabes. Não o conseguindo vergar por via do voto, visto que goza de inquestionável apoio popular, o ocidente tenta-o agora isolar no mundo africano levantando contra si as mesmas organizações humanitárias que se especializaram em criar verdadeiras manobras de diversão política.
O que se está a passar no Sudão já aconteceu em quase todos os países africanos, sobretudo naqueles que possuem riquezas minerais capazes de aguçar o seu voraz apetite predador e destruidor das legítimas aspirações nacionais ao completo usufruto de todas as suas potencialidades.
No Egipto, há cerca de seis meses, um grupo de responsáveis de um elevado número de ONG’S sentou-se no banco dos réus e acabou por ser condenado a ressarcir dos malefícios feitos às populações de que se servia para levar por diante a sua nefasta estratégia. A União Africana, numa reunião recentemente realizada em Addis Abeba, manifestou a sua normal e total solidariedade a todos os líderes e Estados africanos que se sentem vítimas de perseguições internacionais, naquilo que é considerado uma “intolerável discriminação” em relação ao que se passa noutros continentes.
Alguns chefes de Estado africanos, em frequentes pronunciamentos públicos, têm manifestado a sua determinação em caminhar em frente indiferentes às pressões que chegam do ocidente, de modo a solidificar o crescimento económico, social e político dos seus respectivos países.
As sucessivas tentativas de boicote político e económico levadas a cabo pelas grandes potências ocidentais em relação aos países africanos – agravadas nos últimos tempos pela grave crise económica que afecta a Europa – são cada vez mais desesperadas e, por via disso, também mais desajeitadas.
No caso específico do Sudão aquilo que está verdadeiramente em causa são tentativas de interferência política em assuntos internos do país por parte de organizações estrangeiras que se acobertam atrás de um estatuto que não cumprem e por força do qual se julgam “acima da lei”. Depois da proclamada independência do Sudão do Sul, o que implicou a perda de valiosos recursos petrolíferos, o governo de Karthum passou a estar na mira das invejas internacionais devido ao facto das suas abastadas reservas marítimas. Por ser um dos países mais bafejados pelas águas do rio Nilo o Sudão nunca deixou de ser um alvo bem visível de diferentes tipos de ataques por parte de quem pretendia retirar mais benefícios desse precioso recurso natural.
O que o ocidente não entende é que a questão da repartição dos benefícios do rio Nilo é uma questão que apenas diz respeito aos países envolvidos nesse processo e que eles, inteligentemente, têm sabido gerir de forma a não criar grandes conflitos.
É evidente que este entendimento passa ao lado daquilo que é o desejo e a percepção de países que se julgam no direito de intervir ditando ordens e criando situações de chantagem com alguns dos seus aliados regionais. Para eles o grande obstáculo aos seus ditames dá pelo nome de Omar al-Bachir e, por via disso, tudo fazem para o comprometer e para o afastar do poder. Vendo que o tal mandato emitido pelo Tribunal Penal Internacional virou quase uma peça de museu e serve de chacota em todo o continente africano, esses países optaram por criar situações artificiais de contestação popular que, infelizmente, causaram já vítimas mortais.
Os tribunais sudaneses, na sequência da referida investigação independente feita por empresas internacionais especializadas em questões de segurança, farão luz sobre os culpados de tudo isso, que deverão ser exemplarmente punidos de forma a dissuadir eventuais novas tentativas de subversão da ordem pública.
Como exemplo fica a unanimidade e coesão como a União Africana está a reagir a todos aqueles que recorrem a “organizações fantoches” para tentar desestabilizar nações que estão empenhadas em proporcionar um futuro melhor aos seus povos. (jornaldeangola.com)

Por Roger Gdwin

DEIXE UMA RESPOSTA