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O que é a parceria estratégica Portugal-Angola
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O que é a parceria estratégica Portugal-Angola

(Foto: D.R.)

(Foto: D.R.)

Trocas comerciais entre Portugal e Angola ficam em risco com o fim de uma parceria estratégica que tinha sido estabelecida entre Cavaco Silva e o presidente angolano, em Julho de 2010.

A cooperação entre Angola e Portugal abrange todos os domínios de actividade, desde as relações comerciais, internacionalização, formação de quadros, educação, luta contra a pobreza, investigação científica e tecnológica, saúde, segurança alimentar e boa governação do Estado, até entre as instituições públicas.

Os Presidentes Cavaco Silva e José Eduardo dos Santos decidiram, em Julho de 2010, que já era a hora de mudar o rumo das relações entre Angola e Portugal. O acordo aconteceu naquela que foi a visita oficial mais demorada de um Chefe de Estado português a Angola (teve a duração de cinco dias).

Acordaram que não bastava manter só as relações históricas e culturais, baseadas na língua, mas era preciso avançar para uma cooperação estratégica.  Os Presidentes conversaram no Palácio Presidencial, durante uma hora, tendo selado com palavras esse novo relacionamento de cooperação estratégica entre Angola e Portugal.

Prioridades e timings nunca ficaram claros

Contudo, o encontro não tinha sido conclusivo quanto às  prioridades na implementação da cooperação, como na altura sublinhou o Presidente da República, José Eduardo dos Santos. ”A parceria estratégica precisa de um programa que defina as prioridades e estabeleça os instrumentos jurídicos para a sua viabilização e o objectivo de curto, médio e longo prazos”, disse.

Porém, acrescentou: “a cooperação multilateral com Portugal assumiu um carácter estratégico desejado pelos dois Estados, com uma base sólida de sustentação”.

Cavaco Silva enalteceu a convergência entre os interesses dos dois países e afirmou que “mesmo sem se assinar documentos e sem ser institucionalizada” seguia em frente. Os líderes concordaram com a necessidade da introdução de instrumentos jurídicos para a sua concretização.

O Presidente português estava orgulhoso: “nunca as relações entre os dois países no campo político, económico, empresarial e cultural foram tão intensas, como agora”.

Hoje, são centenas as empresas portuguesas a negociar com Angola e estima-se que sejam mais de 150 mil os portugueses a trabalhar lá. O fim da parceria estratégica poderá ter um forte impacto negativo na economia lusitana. (expresso.pt)

Por Rosália Amorim

 

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