MPLA quer os militantes preparados para o debate

(Foto: Eduardo Pedro)
(Foto: Eduardo Pedro)
(Foto: Eduardo Pedro)

O MPLA quer militantes preparados e com capacidade de reflexão crítica para melhor compreensão e interpretação dos fenómenos políticos, económicos, sociais e culturais, declarou ontem em Luanda o vice-presidente daquele partido, Roberto de Almeida.

O vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, que descerrou a placa de inauguração do centro, a­firmou que o seu partido quer militantes preparados e com capacidade de reflexão crítica para melhor compreender e interpretar os fenómenos políticos, económicos, sociais e culturais.
Roberto de Almeida pediu maior atenção à formação política e ideológica dos dirigentes, quadros e militantes. Afirmou que o MPLA decidiu repor o sistema de formação político-ideológica como forma de ultrapassar as insuficiências de quadros.
“A formação de quadros é uma tarefa permanente. Sem quadros preparados e em número suficiente não poderemos responder com êxitos aos desafios do futuro”, reconheceu o vice-presidente do MPLA, lembrando que a formação política e ideológica constitui também um dos requisitos para a promoção dos quadros.
O vice-presidente do MPLA reconheceu os avanços registados na política de quadros, sentido de missão política e afirmação dos princípios e valores do MPLA. Porém sublinhou que tais avanços não devem levar a subestimar as insuficiências no domínio do conhecimento, acompanhamento, avaliação e responsabilização dos quadros, em relação ao conhecimento da história, ideologia, programa, estatutos e outros documentos. “A promoção de mulheres e jovens nos órgãos e organismos de direcção aos vários níveis e no Estado é prova evidente dos avanços em matéria de política de quadros”, disse Roberto de Almeida, lembrando que o Comité do MPLA aprovou, em 2011, o sistema de Formação Política e Ideológica como principal instrumento orientador para a formação política e ideológica. Roberto de Almeida falou ainda do Plano ­Estratégico de Revitalização do subsistema de Educação Política e Ideológica, como plano operacional do sistema de formação, assente no centro de formação política do partido, inaugurado ontem.
“São passados 36 anos desde a criação das escolas nacional e provinciais do partido e dos centros de educação política e ideológica que se constituíram num instrumento estratégico impulsionador de formação política e ideológica dos dirigentes do partido a nível central e intermédio e dos principais quadros das organizações sociais e de massas, configurando o trabalho de formação política no MPLA”, lembrou.

Competição política

O secretário do Bureau Político para a Política de Quadros, Paulo Kassoma, esclareceu que o Centro de Formação Política está vocacionado para a formação político-ideológica e cultural dos dirigentes, quadros e militantes e vai difundir de forma permanente os documentos sobre a linha política, os princípios e os valores da orientação ideológica do partido.
Paulo Kassoma garantiu que o objectivo é revitalizar e intensificar a formação político-ideológica dos dirigentes, quadros e simpatizantes, além de desenvolver as capacidades de reflexão e crítica dos militantes e da sociedade para melhor compreensão e interpretação dos fenómenos políticos, económicos, sociais e culturais.
O Centro de Formação está projectado para atender as diferentes categorias de militantes, com destaque para os quadros, deputados, membros do Executivo, responsáveis dos comités de acção do partido, da OMA, JMPLA, dirigentes e militantes.
Paulo Kassoma disse que o centro é mais um contributo para a a­plicação do Plano Nacional de Formação do Partido. Participam no primeiro curso de Formação Especial cerca de 200 formandos e 70 formadores provenientes de todas as províncias do país.
Os formandos vão frequentar três especialidades: ciências filosóficas e políticas, ciências económicas e ciências históricas.
O centro vai estabelecer parcerias e protocolos de cooperação com partidos amigos, entidades nacionais e estrangeiras de reconhecida idoneidade.
“Estão lançadas as bases para o incremento do trabalho político, dirigentes e quadros do partido e das suas organizações sociais no âmbito das redes nacional e províncias de formadores”, disse. (jornaldeangola.com)

Por Adelina Inácio

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