Moçambique: Ministro garante vistos para imigrantes que trabalharem no país

Bandeira de Moçambique (Foto: ANGOP)
Bandeira de Moçambique (Foto: ANGOP)
Bandeira de Moçambique (Foto: ANGOP)

O ministro moçambicano da Planificação e do Desenvolvimento, Aiúba Cuereneia, garantiu hoje (quarta-feira) numa conferência em Lisboa que “quem vai trabalhar para Moçambique não tem problemas de vistos”, admitindo que “há muita pressão” para facilitar a entrada de imigrantes.

Respondendo a perguntas do director do Dinheiro Vivo, André Macedo, durante a conferência “Exportar sucesso, Importar o futuro – Moçambique”, organizada também pela rádio TSF, em Lisboa, Aiúba Cuereneia reconheceu que houve problemas com os vistos, e admitiu que existe “uma multiplicidade de questões”, mas que o mais importante é “cumprir as regras”.

De resto, o ministro deu o exemplo de um telefonema que recebeu de uma pessoa que chegou ao aeroporto de Maputo e lhe telefonou por ter dificuldades em entrar no país.

“Disse que vinha para trabalhar, mas não tinha um contrato de trabalho, a empresa não estava registada e, portanto, não estava a cumprir as regras”, lamentou o ministro, sublinhando que “as empresas não podem pensar que vão para Moçambique fazer as coisas como querem, têm de cumprir as regras”.

Em Junho, o embaixador de Moçambique reconheceu na Assembleia da República que a demora na emissão de vistos de entrada no país “foi real” no princípio do ano, mas garantiu que a situação tinha sido normalizada.

“O problema dos vistos foi real e aconteceu nos meses em que houve enchente, por excesso, e que depois duplicou”, disse o embaixador de Moçambique, Jacob Jeremias, que esteve presente no Parlamento a 4 de Junho, a convite da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.

De acordo com o embaixador, o problema aconteceu porque as autoridades moçambicanas, “contrariando a lei, emitiam vistos de fronteira”, que só devem ser emitidos aos cidadãos dos países, onde não existem consulados e embaixadas, e que ao aplicar a legislação, os problemas burocráticos provocaram os atrasos nas emissões.

“De repente o número duplicou e nos não tínhamos capacidade humana mas agora já temos capacidade para emitir os vistos em 03 a 05 dias”, explicou Jacob Jeremias.

Na conferência de hoje, em Lisboa, o ministro da Planificação e do Desenvolvimento de Moçambique passou em revista as principais áreas de investimento, salientando o turismo, as infra-estruturas, a energia e o recurso a parcerias público-privadas nas áreas da saúde, educação, áreas sociais e infra-estruturas como os portos e as estradas como as áreas mais necessitadas.

Durante a entrevista, o ministro referiu-se humoristicamente à ‘troika’ (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) presente em Portugal para dizer que “vamos pedir à nossa ‘troika’ de lá, que é um duo composto pelo FMI e pelo Banco Mundial, para utilizar as receitas adicionais provenientes da exploração natural para investimentos nas infra-estruturas”.

O principal desafio, concluiu, é gerir as expectativas, porque “nem toda a gente vai enriquecer com o gás e o carvão que temos”. (portalangop.co.ao)

DEIXE UMA RESPOSTA