Moçambique: Governo custeia despesas da Renamo

(jornalnoticias.co.mz)
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O GOVERNO está disponível a custear as despesas inerentes à deslocação a Maputo, designadamente alojamento e alimentação dos homens que integram a equipa técnica da Renamo constituída para tratar das questões militares com a comissão das Forças de Defesa e Segurança criada pelo Executivo.

O facto foi anunciado ontem, em Maputo, por José Pacheco, Chefe da Delegação governamental no diálogo com a Renamo, no final de mais uma ronda negocial. Mas para tal, o Governo precisa de saber com exactidão quanto dinheiro é que a Renamo necessita para fazer deslocar os seus homens de Gorongosa à capital do país, entre outras questões relacionadas com o assunto.

José Pacheco sublinhou que o Executivo precisa de saber dos montantes a serem envolvidos, a fim de decidir se vai custear na totalidade ou não as despesas. Este compromisso do Governo deverá ser entregue à delegação da Renamo, por escrito, até à próxima ronda do diálogo, prevista para segunda-feira.

Refira-se que na ronda realizada semana passada, o Chefe da Delegação da Renamo, Saimone Macuiana, disse que a “perdiz” estava a enfrentar dificuldades de natureza logística para colocar a sua equipa técnica em Maputo a fim de debater com a comissão criada pelo Governo em torno da questão sobre defesa e segurança, aliás o segundo ponto da agenda do diálogo político em curso.

Entretanto, Pacheco explicou que na ronda realizada ontem, a 23ª, o Governo reiterou à Renamo a disponibilidade de o Presidente da República, Armando Guebuza, para se encontrar com Afonso Dhlakama na capital do país, bem como a prontidão que existe em se prepararem os conteúdos a serem apreciados.

Reiterou, igualmente, a necessidade de a Renamo desarmar-se e a impertinência da inclusão no diálogo em curso dos facilitadores nacionais e observadores estrangeiros. O Governo considera que, querendo, a Renamo pode reforçar a sua delegação ao diálogo com pessoas que considere relevantes, dado que ainda existe capacidade e condições para que o mesmo decorra sem necessidade de intermediários.

Foi, por outro lado, recordado à Renamo que deve tomar os lugares a que tem direito na Comissão Nacional de Eleições ou então, querendo, pode levar à Assembleia da República os pontos com os quais o Governo concorda e discorda, de uma proposta colocada pela delegação da “perdiz” à mesa do diálogo contendo 12 pontos e 19 alíneas.

Por seu turno, Saimone Macuiana voltou a insistir na questão sobre a legislação eleitoral (entenda-se, paridade na Comissão Nacional de Eleições e no Secretariado Técnico de Administração Eleitoral) e na necessidade de inclusão de facilitadores e observadores.

Disse mesmo que a Renamo entende que os trabalhos da próxima ronda só poderão iniciar com a inclusão de facilitadores. (jornalnoticias.co.mz)

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