Mediterrâneo: Mais de 700 imigrantes salvos pela Guarda Costeira italiana

Imigrantes salvos esta madrugada aguardam pelos procedimentos administrativos das autoridades italianas (Foto: GIUSEPPE LAMI/EPA)
Imigrantes salvos esta madrugada aguardam pelos procedimentos administrativos das autoridades italianas (Foto: GIUSEPPE LAMI/EPA)
Imigrantes salvos esta madrugada aguardam pelos procedimentos administrativos das autoridades italianas (Foto: GIUSEPPE LAMI/EPA)

Este foi o maior resgate desde o início da missão humanitária de vigilância no Mediterrâneo, iniciada após a morte de mais de 400 pessoas provenientes de África.

Cerca de 775 imigrantes foram localizados nas últimas horas a bordo de cinco embarcações no Canal da Sicília, tendo sido conduzidos à ilha italiana de Lampedusa e a outras localidades da área, informa a Guarda Costeira.

As embarcações da Marinha italiana, que foram enviadas para o local no âmbito da operação “Mare Nostrum” de ajuda a imigrantes, socorreram durante a madrugada de hoje dois barcos, cada um com 200 pessoas a bordo, junto à costa da ilha de Lampedusa.

Na noite de quinta-feira, duas lanchas da Guarda Costeira italiana recolheram 200 imigrantes de um barco, em que entrava água, a 25 milhas de Lampedusa, e entre os quais se incluíam 53 menores e 39 mulheres, algumas das quais grávidas.

Uma patrulha resgatou também, durante a madrugada, 95 imigrantes eritreus a 103 milhas de Lampedusa, enquanto um barco mercantil colaborou no resgate de outros 80 que estavam a bordo de uma embarcação à deriva.

Do total de 775 pessoas, 201 foram encaminhadas para o centro de acolhimento da ilha de Lampedusa, que está a “rebentar pelas costuras”, segundo as autoridades, dado que conta já com 718 imigrantes e tem uma capacidade para alojar apenas 250. Os restantes imigrantes vão ser conduzidos para outros centros na Sicília.

Este foi o maior resgate de imigrantes desde o início da missão humanitária de vigilância no Mediterrâneo, posta em marcha pelo Governo italiano após os trágicos naufrágios que resultaram em mais de 400 mortos, a 3 de outubro passado, ao largo de Lampedusa, e a 11 de outubro, em águas maltesas.  (expresso.sapo.pt/Lusa)

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