Mali: Retirado mandato de prisão contra chefes rebeldes touareg

Treino de voluntários do Azawad (Foto: DR/Arquivo)
Treino de voluntários do Azawad (Foto: DR/Arquivo)
Treino de voluntários do Azawad (Foto: DR/Arquivo)

Bamako – Os mandados de prisão contra quatro responsáveis da rebelião Touareg do Mali foram levantadas em nome da “reconciliação nacional”, disse nesta terça-feira o Ministério maliano da Justiça.

Esses mandados foram emitidos há vários meses contra os responsáveis rebeldes do Movimento Nacional de libertação de Azawad (MNLA) e do Alto conselho para a unidade de Azawad (HCUA).

“Os mandados de prisão contra Ibrahim Ag Mohamed Assaleh (MNLA), Mohamed Ag Intalla, Ahmada Ag Bibi e Alghabass Ag Intalla (HCUA) foram levantadas para facilitar a continuação do processo de reconciliação nacional”, disse um responsável do Ministério maliano da Justiça.

Ahmada Ag Bibi confirmou à AFP o levantamento dos mandados contra si e os seus três companheiros. “É uma boa vontade de diálogo. (…) Nós também temos boa vontade neste diálogo “, disse.

Mohamed Ag Intalla e Alghabass Ag Intalla são candidatos na região de Kidal (extremo nordeste do Mali), feudo dos Touareg , nas eleições legislativas marcadas para 24 de Novembro.

Com trinta outros rebeldes touareg, os quatro responsáveis foram alvos de mandados de captura por terem recebido armas no início de 2012 no norte do Mali.

O despoletar desta nova rebelião, após as dos anos 1960, 1990 e 2000, resultou num golpe de Estado militar a 22 Março de 2012 em Bamako e precipitou a queda do norte nas mãos dos grupos islamitas armados ligados à Al – Qaeda.

Sexta-feira, o presidente maliano Ibrahim Boubacar Keita considerou que a situação no norte do país, “particularmente em Kidal “, foi “inaceitável, insustentável e intolerável. ”

No início de Outubro, ocorreram confrontos em Kidal entre militares malianos e rebeldes. O presidente do Mali tinha denunciado “chantagem”, estimando que os Touareg estavam a tentar influenciar as negociações de paz com o governo maliano.

Poucos dias antes, na abertura dos “estados gerais de descentralização”, em Bamako, Keita, havia declarado que faltava “dar respostas definitivas às frustrações que alimentam o irredentismo dos nossos irmãos Touareg”.

As negociações entre os rebeldes touareg que reclamam uma forma de autonomia para o norte, e o governo que parece não os quer ouvir estão previstas para Novembro por um acordo assinado em Ouagadougou, em Junho, mas a data para a realização não foi confirmada. (portalangop.co.ao)

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