Integrantes das Gingas do Maculusso querem mais apoio do empresariado nacional

Gingas do Maculusso (ANGOP)

As integrantes do grupo As Gingas do Maculusso realçaram hoje, domingo, em Luanda, a necessidade de haver maior apoio dos empresários e do Governo à classe artística nacional, potenciando os criadores de artes de condições essenciais para a produção de trabalhos que perdurem para a posteridade.

Gingas do Maculusso (Foto: Clemente)
Gingas do Maculusso (Foto: Clemente)

Falando à Angop à margem da sessão de lançamento da colectânea discográfica Gingas 30 anos, Gersy Pegado, Paula e Rosa Roque (a mentora do grupo) afirmaram haver ainda um deficit em termos de apoio à classe artista angolana, razão pela qual consideram ser necessário que se reforce o apoio a quem tudo faz, através das artes, para levar o nome do país além-fronteiras.

Gersy Pegado diz que o apoio do empresariado, em particular, e do governo, através do Ministério da Cultura, em geral, permitirá com que os artistas consigam, sempre que necessário, disponibilizar obras quer para o consumo interno quer o externo.

Gingas do Maculusso (ANGOP)
Gingas do Maculusso (ANGOP)

“Os artistas angolanos já deram mostras de que têm talento, os seus trabalhos têm qualidade, portanto, só necessitam de um empurrão financeiro, concretamente, para trabalhem sem preocupações. Da mesma maneira que se apoiam projectos de outras áreas, é também necessário que se olha para a cultura com outros olhos”, reforçou.

Comungando do mesmo pensamento, Paula considera que o apoio extra é sempre bom para ajudar os artistas.

“Olha, por exemplo, para a concretização do projecto Gingas 30 anos tivemos que limitar o número de cópias a editar, porque financeiramente não havia possibilidades de conseguirmos colocar no número de discos pretendidos para serem levados a todos os fãs do país. Caso houvesse o apoio solicitado, teríamos dado uma outra dimensão ao projecto”, asseverou.

De acordo com a artista, já está mais do que provado que os bens culturais, neste particular a música, têm saída, não havendo, portanto, razões para que os empresários, principalmente, não apoiem quando são procurados. “As Gingas do Maculusso é um grupo com história e marcado no país e no estrangeiro e quem aposta no grupo não ficará mal na fotografia”, reforçou.

Já a mentora do projecto, Rosa Roque considera as estruturas governamentais devem olhar para a condição dos artistas com maior preocupação, dotando-os, quiçá, de condições de trabalho e outras, que passam necessariamente pelo apoio aos projectos apresentados.

“Os artistas angolanos já deram mostras de que merecem todo o apoio dos empresários e do governo para melhor trabalharem e viverem condignamente. Há que acabar com a moda que se tem pelo país de só se preocuparem com as pessoas quando morrem. Todo o apoio que se deve dar, deve ocorrer enquanto está  pessoa está viva, porque depois de morto já lhe valerá de nada este apoio”, frisou.

 Historial do grupo

O grupo, que começou o seu percurso em 1983, num dos programas infantis da Rádio Nacional de Angola sob o comando da jornalista Amélia Mendes. Integraram o grupo Gersy Pegado, Maria João, Josina Stella, Patrícia Faria, Ise (já falecida) e Celma Miguel.

Autoras de um vasto e rico repertório artístico que tem deliciado os amantes da música angolana, As Gingas do Maculusso, nascidas do projecto Avilupa Kuimbila sob responsabilidade de Rosa Roque, fazem parte de uma lista de artistas e grupos musicais angolanos que são chamados com frequência para animar e actuar em festividades realizadas dentro e fora do país.

O grupo tem no seu repertório temas como “Hino a Kalandula”, “Mestre Geraldo”, “Ndange”, “Filhas de África”, “Fuba”, “Kabetula”, entre outros sucessos.

No seu curriculum, o colectivo tem cinco discos: “Mbanza Luanda”, “Malanje-Natureza& Ritmos”, “Xiyami”,  “Muenhu” e “Luachimo”. (portalangop.co.ao)

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