França: Imprensa francesa questiona se papa Francisco conseguirá tirar Igreja Católica do conservadorismo

O papa Francisco faz reunião para reformas no Vaticano (REUTERS/Tony Gentile)
O papa Francisco faz reunião para reformas no Vaticano (REUTERS/Tony Gentile)
O papa Francisco faz reunião para reformas no Vaticano
(REUTERS/Tony Gentile)

O desafio do Papa Francisco de renovar a governança da Igreja Católica, a grave crise enfrentada pelo presidente Obama com o impasse orçamentário nos Estados Unidos e o futuro do planeta com a explosão demográfica nos próximos anos são alguns dos assuntos que ganharam as manchetes da imprensa francesa desta quarta-feira, 02 de outubro.

Libération lembra que o Papa Francisco, simples e acessível, vai lançar nesta sexta-feira em Assis uma reforma na governança da Igreja. Será que ele vai conseguir promover uma evolução em uma instituição tão arraigada em seu conservadorismo? Questiona o jornal.

Em suas páginas internas, Libé diz que o Papa imita o estilo de seu ídolo, São Francisco de Assis, e há seis meses começou uma reforma no Vaticano mas sem tocar, por enquanto, nos fundamentos da Igreja. Em editorial, Libération afirma que o Vaticano é uma estrutura antiga que tem como principal credo o conservadorismo e o imobilismo. E a Cúria Romana, que o papa quer transformar, garante essa paralisia da Santa Sé. Vai ser preciso muito mais do que umas voltinhas por Roma para o Papa mudar a imagem e o funcionamento da Igreja, avalia o Libération.

Le Figaro dedica sua manchete principal à grave crise enfrentada pelo presidente Barack Obama com a decisão do Congresso de não aprovar o orçamento do governo. O famoso “shutdown” provocado pelos congressistas colocou 800 mil funcionários públicos federais em desemprego parcial, escreve o jornal conservador. Le Figaro destacou algumas frases de impacto de Obama de que o país virou refém e que o congresso deve parar de funcionar em ritmo de crise porque não é algo digno dos Estados Unidos.

Segundo o jornal francês, se Obama gerenciar bem essa crise, o impacto econômico será limitado, apesar de que a suspensão parcial dos serviços públicos federais representa uma perda diária de 300 milhões de dólares para a economia americana.

Os desafios do planeta com o aumento da população mundial é o tema do La Croix. O jornal católico destaca os principais pontos abordados pelo estudo do Instituto nacional de estudos demográficos que projeta o número de habitantes na Terra entre 10 a 11 bilhões de pessoas até o final do século 21. A Índia com mais de 1 bilhão e 600 milhões de moradores será o país mais populoso do mundo, seguido da China com pouco mais de 1 bilhão e 300 milhões.

A Nigéria será o terceiro país com 444 milhões de habitantes. No mundo, a expectativa de vida será de 70 anos, lembra o jornal. O jornal católico traz outros dados curiosos: 25% dos japoneses terão mais de 65 anos e Macao baterá o recorde de densidade populacional com quase 23 mil moradores por quilômetro quadrado. O Catar será o país com a maior renda per capita do mundo, com cerca de 85 mil dólares por pessoa, os Estados Unidos serão o 8° e a França o 21°.

Diante de tal cenário, a manchete escolhida pelo La Croix foi: as grandes disparidades da população mundial. (rfi.fr)

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