FMI baixa previsões económicas

(EURONEWS)
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Abrandamento da economia mundial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) baixou de novo as previsões económicas e não exclui a existência de novas crises, devido aos riscos que persistem, a desaceleração dos países emergentes e o impasse orçamental nos Estados Unidos.

Para este ano, o FMI estima que a economia global cresça 2,9%, menos três décimas do que em Julho.

A China deverá rondar um crescimento de 7,6%, O Japão 2% e os Estados Unidos 1,6%. A zona euro será a única em recessão, mas a contracção de 0,4% revela-se menos acentuada do que previsto.

Para o próximo ano, a zona euro reata com o crescimento, na ordem de 1%. Os Estados Unidos deverão crescer 2,6%, se for resolvido o impasse orçamental, caso contrário será a recessão.

Já na China (7,3%) e no Japão (1,2%) haverá uma ligeira desaceleração.

Para o economista chefe do FMI, Oliver Blanchard, a economia recupera da crise de forma lenta. E acrescenta: “As economias desenvolvidas ainda não estão a salvo. A dívida pública e, em alguns casos, a dívida privada permanecem muito elevadas. A sustentabilidade financeira não está adquirida. O desemprego é elevado e vai continuar por um longo período. Por isso, os desafios persistem e teremos de os enfrentar no futuro”.

Em relação à zona euro, a retoma anunciada para 2014 será graças às quatro grandes economias, incluindo Espanha e Itália, que voltam a crescer após longas recessões. Já nos países periféricos, as medidas para reduzir a dívida vão pesar ainda sobre a economia.

Para Portugal, o FMI espera este ano uma contracção de 1,8% e um crescimento de 0,8% em 2014.

O desemprego na zona euro vai continuar a rondar os 12%, impedindo que o consumo acompanhe as melhorias ao nível das exportações. (euronews.com)

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