Europa e Estados Unidos trocam acusações sobre espionagem

Keith Alexander, diretor da Agência de Segurança Americana (NSA), durante depoimento em Washington nesta terça-feira, 29 de outubro de 2013. (Reuters/Jason Ree)
Keith Alexander, diretor da Agência de Segurança Americana (NSA), durante depoimento em Washington nesta terça-feira, 29 de outubro de 2013. (Reuters/Jason Ree)
Keith Alexander, diretor da Agência de Segurança Americana (NSA), durante depoimento em Washington nesta terça-feira, 29 de outubro de 2013.
(Reuters/Jason Ree)

Europa e Estados Unidos trocam farpas nesta quarta-feira sobre o escândalo da espionagem envolvendo a Agência americana de Segurança Nacional (NSA). Representantes de Berlim serão recebidos em Washington e a França classificou de “improváveis” os argumentos do diretor NSA, que rebateu as acusações dos europeus.

Dois altos funcionários do governo alemão serão recebidos em Washington para esclarecer as revelações feitas pela imprensa alemã, com informações fornecidas pelo ex-consultor da CIA, Edward Snowden, de que a chanceler alemã, Ângela Merkel, teria sido vítima direta da ação americana.

Nos próximos dias, os chefes dos serviços secretos alemães (BND) devem também ser recebidos na Casa Branca, como parte do contra-ataque diplomático lançado pelo país, após as denúncias de escuta telefônica do celular de Merkel.

Já a França classificou nesta quarta-feira de “improváveis” as afirmações do diretor NSA, general Keith Alexander, de que as interceptações telefônicas denunciadas teriam sido fornecidas aos Estados Unidos pelas agências europeias.

O porta-voz do governo francês, Najet Vallaud-Belkacem, reforçou a “gravidade dos fatos” ligados ao escândalo da espionagem americana. As revelações de diversas publicações europeias, entre elas o francês Le Monde, o espanhol El Mundo e o italiano L’Espresso, sobre a intercepção feita pela NSA da comunicação de cidadãos europeus, foram desmentidas pela agência na noite de terça-feira. França e Alemanha, com o apoio de outros países europeus, querem estabecer um acordo de “não espionagem” com seus tradicionais aliados americanos. (rfi.fr)

 

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