Eurogrupo: É cedo para saber se Portugal vai precisar de segundo resgate

(Foto: TSF)
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O presidente do Eurogrupo Jeroen Dijsselbloem afirmou, em entrevista ao El País, que Portugal ainda tem «muito para fazer» , nomeadamente reformas estruturais para ser mais competitivo.

Nesta entrevista, Jeroen Dijsselbloem afirmou que Portugal já obteve resultados significativos a nível orçamental, mas sublinha a necessidade do país fazer reformas estruturais para se tornar mais competitivo, e compara o país com a Grécia.

«A Grécia melhorou do ponto de vista orçamental, mas ainda tem muito para fazer, tal como Portugal: basicamente, reformas estruturais para voltarem a ser países competitivos», afirmou.

Questionado sobre se Portugal vai precisar de um segundo resgate e a Grécia de um terceiro, o presidente do Eurogrupo não afastou a possibilidade. «É cedo para dizer», respondeu.

Sobre Espanha, Dijsselbloem disse estar «muito optimista», pois a «base industrial e económica existe e as reformas estão a funcionar». Já em relação ao programa de assistência à banca espanhola, o presidente do Eurogrupo disse acreditar que é «provável» uma saída tranquila, «sem medidas cautelares».

Na entrevista ao El País, Dijsselbloem considerou que o grande risco, não só em Portugal, mas como em grande parte da Europa, é político, porque ««ninguém investe» num país com instabilidade política.

Sobre a união bancária, o presidente do Eurogrupo acredita que vai até ao fim e vai cumprir os prazos previstos. «Há quem tenha dúvidas se vamos até ao fim: a minha mensagem é que vamos fazê-lo», afirmou. (tsf.pt)

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