EUA: Senado chega a acordo. Falta agora a votação no Congresso

Mitch McConnell negociou acordo com dirigente democrata Harry Reid (Foto. JN)
Mitch McConnell negociou acordo com dirigente democrata Harry Reid (Foto. JN)
Mitch McConnell negociou acordo com dirigente democrata Harry Reid (Foto. JN)

Acordo prevê fim da paralisação da administração pública até janeiro, pelo menos, e aumento do teto da dívida até 7 de fevereiro

Os Estados Unidos evitaram entrar em default, apenas poucas horas do prazo final estabelecido, dia 17 de outubro. Os líderes do Senado anunciaram esta quarta-feira o alcançar de um acordo que vai permitir desbloquear o impasse político em Washington.

“No final, os adversários políticos colocaram de lado as suas diferenças”, disse o líder democrata no Senado Harry Reid, citado pela CNN, qualificando o acordo como histórico.

Por seu turno, o líder republicano Mitchell McConnell recordou que o processo foi moroso e árduo. “Estas foram semanas muito longas e desafiantes”, disse. “Isto é muito menos do que muitos de nós queríamos, mas é muito melhor do que muitos pensaram”.

O acordo prevê o fim da paralisação parcial do governo, que soma esta quarta-feira 16 dias, a libertação de fundos até dia 15 de janeiro e o aumento do teto da dívida, evitando assim a entrada em incumprimento, até 7 de fevereiro.

A Casa Branca reagiu imediatamente ao acordo e elogiou os dois interlocutores das negociações. “O presidente acredita que o acordo bipartido vai reabrir o governo e remover a ameaça de caos económico”, disse o porta-voz de Barack Obama. “O presidente aplaude-os [aos líderes do Senado]por trabalhaem juntos para chegar a um compromisso”, afirmou Jay Carney.

Mas o acordo ainda tem de ser aprovado nas duas câmaras do Congresso. O Senado – controlado pelos democratas – deverá assim aprovar este acordo e a legislação será depois enviada para a Câmara dos Representantes – controlada pelos republicanos – onde deverá começar a verdadeira batalha.

Neste momento, continua por saber se a ala ultraconservadora do partido Republicano, o Tea Party, irá boicotar qualquer tentativa de aprovação da legislação: no Senado através do acto de “filibuster”, ou seja, falar sem interrupções, impedindo a discussão ou votação de qualquer legislação; no Congresso, se os membros do Tea Party desobedecerem à disciplina de voto dada pela liderança republicana de John Boehner, que tem mostrado abertura para aprovar um acordo.

Mas a face mais vísivel do Tea Party, o senador Ted Cruz, veio anunciar que não pretende bloquear o acordo, apesar de declarar que vai vtar contra. Cruz criticou também os republicanos do Senado por não terem feito mais para impedir a legislação de saúde conhecida por Obamacare.

Ted Cruz tem sabotado no Senado todos os orçamentos do Estado aprovados pela Câmara dos Representantes, ao inserir provisões na proposta de lei com o objetivo de travar o programa Obamacare. Ao inserir estas alterações no orçamento, a maioria democrata do Senado acaba por chumbar a lei e enviá-la de volta à Câmara dos Representantes, criando assim um ciclo vicioso e prolongando o “shutdown”. (dinheirovivo.pt)

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