Embaixador no Canadá dá boas-vindas aos bolseiros angolanos na cidade de London, Ontario

Embaixador de Angola no Canada, Agostinho Tavares (Foto: ANGOP)
Embaixador de Angola no Canada, Agostinho Tavares (Foto: ANGOP)
Embaixador de Angola no Canada, Agostinho Tavares (Foto: ANGOP)

O embaixador de Angola no Canada, Agostinho Tavares, deslocou-se, neste final de semana, à cidade de London, província de Ontário, para dar as boas vindas aos bolseiros angolanos inscritos nos cursos de engenharia mecânica e mecatrónica na Western University, localizada naquela cidade.

Ao dirigir-se aos 20 estudantes recentemente chegados ao Canada, o embaixador assegurou-lhes que não estarão desamparados uma vez que poderão contar com o apoio da embaixada e da Casa de Angola na cidade de Hamilton, a mais próxima da universidade onde se encontram.

Na sua alocução, o diplomata usou palavras de conforto, apoio e de encorajamento e reiterou a confiança que o governo deposita neles, por representarem a esperança de um futuro melhor para Angola.

Após falar-lhes do fórum nacional da juventude, que, segundo afirmou, faz parte do esforço do governo para assegurar o bem-estar dos jovens, solicitou que se empenhassem nos estudos para não desperdiçarem a oportunidade de se formarem no Canadá.

O diplomata pediu que não se deixassem inibir com a diferença de cultura e de língua e a serem destemidos na prossecução da formação.

Em nome da administração da cidade de London, onde está baseada a Western University, falou o vereador Matt Brown que, após agradecer a visita do embaixador, afirmou que a presença dos bolseiros angolanos vem enriquecer o mosaico cultural daquele município.

Disse que após a administração da cidade ter sido informada da vinda dos estudantes angolanos, quiseram assegurar-se que os mesmos seriam bem-vindos e bem acomodados para completarem com sucesso a sua formação.

Exortou os formandos angolanos a desfrutarem das maravilhas e atracções de London que está situada bem no centro de duas cidades metropolitanas (Toronto e Nova Iorque).

A vice-presidente para a área de hospedagem e serviços auxiliares da Western University, Susan Grindrod, explicou o sistema de acomodação daquela instituição e as diversas actividades académicas, recreativas e culturais em que os angolanos poderão envolver-se.

Esclareceu que não obstante terem determinado, a priori, os locais de alojamento dos estudantes angolanos, os mesmos são livres de decidir em qual das nove residências que aquela universidade possui gostariam de ficar, caso não estejam satisfeitos com as actuais acomodações.

O director administrativo do Centro de Línguas da Western University, Matt Bazelly, deu a conhecer que aquela instituição de ensino possuiu estudantes de 58 países diferentes e exortou os angolanos a expandirem as suas amizades para além do grupo de origem, para poderem beneficiar desta diversidade cultural.

O presidente da Casa de Angola em Hamilton, Joaquim Milonga, presente no encontro, exortou os estudantes a retribuírem, no futuro, os esforços que o país está a empreender para a sua educação.

Joaquim Milonga aconselhou-os a obedecerem “estritamente” as normas tanto da instituição como da cidade e do pais que os acolhe pelo facto do Canada ser muito rigoroso em termos de conduta bem como alertou a evitarem as más companhias.

Por último, Bernabe Ndinofina, presidente da West Africa Management Services (WAMS) – a instituição de gestão de bolsas de estudos da Sonangol, agradeceu a conjugação de esforços tanto da embaixada de Angola no Canada, como da Western University e da Casa de Angola em Hamilton no acompanhamento deste grupo de estudantes, cujas idades rondam entre os 18 a 20 anos.

Adiantou que a WAMS tem sob sua tutela 400 estudantes divididos entre os Estados Unidos da América e Canada. Os mais novos são colocados em Houston, onde está a sede da WAMS para um acompanhamento mais assíduo. Para o ano, espera-se por mais 250 que deverão ser distribuídos entre estes dois países do norte da América.

Por sua vez, os estudantes foram unânimes em afirmar que encontraram de inicio algumas dificuldades de adaptação tanto a língua, comida e cultura, mas que aos poucos, com muito esforço e dedicação, os tem conseguido superar.

Dizem sentirem-se honrados com a visita do embaixador e isso mostra que o país não só esta atento a sua formação, como preocupado com os bolseiros no geral e, por isso, tão logo terminem, regressarão com a mesma dinâmica para ajudar a desenvolver a nação angolana.

A vinda dos estudantes angolanos ao Canadá está enquadrado no âmbito do Programa de Bolsas de Estudo ao exterior do país que a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol E.P.) irá conceder, até 2015, a 500 jovens angolanos licenciados ou a concluir o ensino médio nas áreas de Geociências, Engenharia e Tecnologia. (portalangop.co.ao)

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