Egipto: Morsi ignora autoridade do tribunal egípcio que deve julgá-lo

Presidente deposto do Egipto, Mohamed Morsi (Foto: AFP)
Presidente deposto do Egipto, Mohamed Morsi (Foto: AFP)
Presidente deposto do Egipto, Mohamed Morsi (Foto: AFP)

O presidente islâmico egípcio Mohamed Morsi, derrubado e detido pelo Exército no dia 3 de Julho, não reconhece a autoridade do tribunal que deve julgá-lo por “incitação ao assassinato” de manifestantes, a partir de 4 de Novembro, anunciaram na segunda-feira os seus partidários.

“Nenhum advogado, egípcio ou estrangeiro, defenderá o presidente Mohamed Morsi, porque ele, como presidente, não reconhece este julgamento ou qualquer outra acção ou processo proveniente do golpe de Estado”, anunciou a Aliança pela Democracia e contra o golpe de Estado, coalizão de partidários de Morsi dirigida pela Irmandade Muçulmana.

O Exército, que nomeou um governo e um presidente interino após a queda de Morsi, mantém o ex-presidente detido em local desconhecido.

Morsi e outras 14 pessoas serão julgadas, a partir de 4 de Novembro, por um tribunal do distrito do Cairo por “incitação ao assassinato” de manifestantes no dia 5 de Dezembro de 2012, quando estava no poder.

“O presidente não reconhece a autoridade do tribunal”, insistiu a Aliança no seu comunicado.

O texto cita a equipa de “advogados das vítimas do golpe de Estado” como os únicos que podem falar em nome de Morsi e acrescenta que estarão presentes no julgamento “não para defender, mas para observar o processo” judicial. (portalangop.co.ao)

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