Dilma quer coibir violência de ‘black blocs’

(Foto: D.R.)

Presidente chamou ações de grupo de ‘barbárie’

Em entrevista a rádios do Paraná, a presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta quarta-feira (30) que a ação violenta de manifestantes “black blocs” nos mais recentes protestos pelo país é “antidemocrática” e tem que ser coibida.

Presidente criticou ações que classificou como “antidemocráticas”. FOTO: AGÊNCIA REUTERS

(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)

“Eu defendo qualquer manifestação democrática. Agora, sem sombra de dúvida, eu acredito que a violência dos mascarados não é democrática, é antidemocrática, é uma barbárie, e acho que ela tem de ser coibida”, afirmou, em entrevista às rádios Banda B e Cultura.

A declaração ocorre um dia depois do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência) dizer que o governo ainda não tinha compreendido os “black blocks”. “Porque a simples criminalização imediata, ela não vai resolver”, disse ele na última terça-feira.

A presidente ainda fez referência às agressões contra o coronel da PM paulista Reynaldo Simões Rossi, espancado por manifestantes mascarados na sexta-feira passada, em São Paulo. Ele teve fraturas nas omoplatas, ferimentos na cabeça e escoriações pelo corpo.

“Quando você vê um coronel da PM ser barbaramente agredido, isso me deixa muito triste.”

Dilma ainda destacou que a Justiça e os órgãos responsáveis devem reprimir a violência e garantir que “não haja ataques ao patrimônio público ou privado nem violência física contra as pessoas”.

Durante a entrevista, a presidente repetiu o anúncio feito por ela na terça em Curitiba -o financiamento federal de R$ 3,2 bilhões para o metrô da capital paranaense-, falou sobre questões locais do Hospital de Clínicas do Paraná e exaltou a “parceria estratégica” com o Paraguai. (diariodonordeste.globo.com)

DEIXE UMA RESPOSTA