Dilma define nome técnico para estatal gestora do pré-sal

Presidente escolheu um engenheiro para comandar a estatal que vai coordenar a estatal de petróleo. (REUTERS / Ueslei Marcelino)
Presidente escolheu um engenheiro para comandar a estatal que vai coordenar a estatal de petróleo. (REUTERS / Ueslei Marcelino)
Presidente escolheu um engenheiro para comandar a estatal que vai coordenar a estatal de petróleo.
(REUTERS / Ueslei Marcelino)

A presidente Dilma Rousseff escolheu o executivo Oswaldo Pedrosa para comandar a Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA), que será responsável por coordenar a gestão e fiscalizar a exploração dos campos de petróleo da reserva do pré-sal. A nomeação será oficializada nesta segunda-feira. O nome de Pedrosa confirma uma preferência técnica para o cargo e dá um bom sinal para o mercado, segundo especialistas ouvidos pela RFI.

Pedrosa, 63 anos, é engenheiro PhD formado na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e trabalhou por 30 anos na Petrobrás. Ele foi o primeiro superintendente de Desenvolvimento e Produção da Agência Nacional de Petróleo (ANP), entre 1998 e 2003. Desde 2010, o engenheiro trabalha na petrolífera HRT, que explora campos na Amazônia e na Namíbia e vem registrando resultados negativos. Na opinião do presidente do Centro Brasileiro de Infra Estrutura, Adriano Pires, a formação de Pedrosa o credencia para a tarefa. “Ele tem todas as qualificações necessárias. Seu desafio agora será administrar a relação da PPSA, que ninguém ainda sabe exatamente como funcionará, com a ANP e até mesmo com o governo federal, uma vez que a presidente Dilma tem um perfil centralizador e não dá muitas chances para se definir determinadas políticas”, afirma.

A interferência do governo, inclusive, é apontada como principal fator para que o primeiro grande leilão do sistema de partilha do pré-sal, previsto para o dia 21, tenha tido poucas empresas interessadas – apenas 11. “A exploração naquela área é muito cara e carrega seus riscos. Em um sistema onde o governo interfere muito, o ambiente fica pouco atraente para as petrolíferas privadas. Isso fica claro quando vemos que a maior parte dos concorrentes é de estatais, sendo três chinesas”, pondera Pires. (rfi.fr)

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