Moçambique: Descongestionado tráfego fronteiriço

(jornalnoticias.co.mz)
(jornalnoticias.co.mz)
(jornalnoticias.co.mz)

ESTÁ a ficar praticamente ultrapassado o intenso tráfego rodoviário que caracterizava os postos fronteiriços de Machipanda, Chirundu, Zóbuè e Calomwe entre Moçambique e os vizinhos Zimbabwe, Zâmbia e Malawi.

O facto resulta de um trabalho levado a cabo semana passada por uma missão multissectorial do nosso país que esteve no Malawi, onde foi discutir aspectos ligados aos novos procedimentos da Janela Única Electrónica (JUE) no revisto Diploma Ministerial nº 307/2012, de 15 de Novembro.

Falando na última segunda-feira em exclusivo ao “Notícias” na Beira, depois de escalar às cidades de Blantyre e Lilongwe, numa delegação que integrava representantes dos ministérios dos Transportes e Comunicações e da Indústria e Comércio, alto-comissário do nosso país no Malawi, Autoridade Tributária de Moçambique e Alfândegas, o chefe do Departamento de Marketing e Vendas da Cornelder de Moçambique, entidade gestora do Porto da Beira, Félix Machado, revelou que, por conseguinte, “já não há motivo para congestionamento de camiões nas fronteiras”.

Exemplificou o facto com algumas fronteiras por onde a missão do nosso país passou, acreditando mesmo que situação semelhante está certamente a acontecer nos restantes postos da região.

Mesmo assim Machado sustenta haver ainda necessidade de uma maior difusão destes novos procedimentos aduaneiros em Moçambique para que, no seu entender, não haja espaço para outras manobras, numa altura em que se descobriu que o problema de fundo é que não havia informação nos países do “hinterland”.

No Malawi todas as partes entenderam que de facto o sistema em alusão veio para flexibilizar toda a logística no Corredor de Desenvolvimento da Beira, sendo que aquele país está a ser utilizado como modelo na disseminação do novo Regulamento de Trânsito Aduaneiro em Moçambique para os restantes mercados da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral que têm no Porto da Beira a porta de entrada e saída das suas mercadorias.

A nossa fonte precisou, igualmente, que as Alfândegas de Moçambique comprometeram-se a enviar técnicos especializados no desembaraço aduaneiro das mercadorias em trânsito para o Malawi com vista a dotar de novos conhecimentos os importadores e exportadores de carga ali baseados, pois, conforme sublinhou, agora o novo Regulamento de Trânsito Aduaneiro das Mercadorias é mais fácil pelo facto de permitir que o próprio operador faça o acompanhamento da sua carga.

Em Junho passado, recorde-se, na visita do governador de Sofala, Félix Paulo, ao Porto da Beira, este foi confrontado pela Cornelder de Moçambique com a reclamação de intenso congestionamento do tráfego rodoviário nas fronteiras da zona centro de Moçambique.

Na altura, conforme foi dito, cada posto fronteiriço na região chegava a atingir uma média diária de 50 viaturas pesadas, algumas das quais carregadas de mercadorias perecíveis (jornalnoticias.co.mz)

Por Horácio João

DEIXE UMA RESPOSTA