Delegação angolana em busca de estreitamento de relações com FMI/BM

Ministro das Finanças, Armando Manuel (ANGOP)

Washington (Do enviado Especial) – Angola busca, na relação com FMI, uma assistência técnica que permita fortalecer a capacidade institucional, a formação dos quadros e a melhoria dos processos que concorrem para a gestão da política económica, afirmou hoje, em Washington, o ministro das Finanças, Armando Manuel.

Ministro das Finanças, Armando Manuel (ANGOP)
Ministro das Finanças, Armando Manuel (ANGOP)

“Estas reuniões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial são oportunidades para abordar ao detalhe estas questões, numa perspectiva futura, de modo a que as demandas que o desenvolvimento económico nos impõe possa beneficiar dos instrumentos necessários para a garantia de metas como o emprego, o crescimento, a capacidade financeira e da cooperação monetária” – valorizou Armando Manuel.

O governante, que falava à Angop a propósito da participação de Angola este ano na reunião das instituições de Bretton Woods, sublinhou que as sessões ordinárias das reuniões do FMI/BM são ocasiões solenes para se estabelecer aproximação importante com os vários parceiros, tanto os directos do FMI, como outras entidades representadas nas referidas organizações.

O ministro lembrou que Angola faz parte dos 188 países membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) que, entre outras tarefas, procura promover a cooperação monetária internacional e a estabilidade financeira, a facilitação do comércio, a promoção do emprego e, sobretudo, um crescimento económico sustentável.

E como membro do fundo monetário internacional, referiu, tem estado envolvido em reformas que visam destacar a estabilidade financeira do país, a promoção do emprego, a sustentabilidade do crescimento económico, pelo que não pode estar alheio a uma oportunidade similar em que são debatidas as grandes questões ligadas à cooperação monetária internacional, da qual Angola é parte integrante.

“As economias estão num processo de crescimento contínuo e o país está a aprimorar as administrações. Nós tivemos muito recentemente um programa de apoio à balança de pagamentos, a que chamamos de “Standy by arrangement” (programa do FMI para concessão de crédito aos países membros (….)”, disse.

E certamente, prosseguiu, que em sede de um programa do género, das circunstâncias actuais da economia global e do quadro pouco a menos dos mercados financeiros, há necessidade de se reforçar os sinais de alerta e a capacidade institucional e, naturalmente, Angola está num momento particular em que procura ao máximo optimizar estas relações para o bem da economia nacional.

Relativamente ao posicionamento de Angola na organização, o ministro das Finanças reportou: “nós somos um país membro, temos uma subscrição no Fundo e desfrutamos da acção de monitoramento do FMI ao abrigo do artigo 4. Temos tido sessões regulares numa perspectiva anual, nas quais as autoridades do país dialogam com as autoridades do Fundo para auferir a consistência das políticas macroeconómicas”.

Além de Armando Manuel, Angola faz-se representar nas reuniões de Outono do Bretton Woods – (BM e FMI), pelo Ministro do Planeamento e Desenvolvimento Territorial, Job Graça, e gestores da Comissão de Mercados Capitais (CMC), dos bancos Nacional de Angola (BNA) e de Desenvolvimento de Angola (BDA). (portalangop.co.ao)

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