Cunene: Carência de água será minorada a partir dos próximos dias

Xangongo (Foto:ANGOP)
Xangongo (Foto:ANGOP)
Xangongo (Foto:ANGOP)

O problema que a província do Cunene vive, resultante da estiagem que se regista na região, será minorado a partir dos próximos 15 dias, com a entrada em funcionamento da estação de captação e tratamento de água Xangongo/Ondjiva.

A garantia foi dada sexta-feira por Carolino Manuel Mendes, representante do Ministério da Energia e Águas, quando dissertava sobre a “Seca no sul de Angola e as soluções para o abastecimento de água potável”, no âmbito do Fórum Nacional dos Municípios e Cidades de Angola, que decorre desde quinta-feira, em Luanda.

Segundo o prelector, a construção da estação de captação e tratamento de água, assim como da respectiva tubagem, num percurso de 100 quilómetro de Xangongo/Ondjiva, é o maior projecto executado pelo governo angolano, no domínio das águas, fora de Luanda, desde a independência do país.

Lançado em Novembro de 2008, o projecto está orçado em 220 milhões de dólares e vai distribuir água para as localidades de Xangongo, Humbe, Mongua, Missão da Mongua, Mbulunganga, Ondjiva, Oihole, Hungo, Chiedi e Anhanga.

A par disso, Carolino Mendes salientou que no quadro do programa “Água para todos”, foram já construídos, na região do Cunene, três sistemas de abastecimento de água e 30 pontos de abastecimento deste líquido, para além da reabilitação de mais oito.

Sublinhou que, apesar do Cunene ser o centro da gravidade da problemática da seca em Angola, existem outras regiões nas províncias da Huíla, Namibe, Benguela e Kuando Kubango, onde também estão a ser construídos pontos de exploração de água subterrânea.

De acordo com o especialista, a região do sul de Angola vive uma situação extrema, resultante de alternância entre chuvas em abundância e longos períodos de estiagem, devido às variações climáticas, daí a necessidade de se conceber projectos profundos capazes de inverter a situação.

Neste sentido, disse estar já em curso projectos de médio e longo prazo, que passam pela elaboração, até 2017, de 22 planos de gestão das principais bacias hidrográficas do país, bem como a construção de barragens, canais e “ximpatas”, para a retenção de água durante o período chuvoso.

Deste modo, vai se poder acudir as necessidades das populações e do gado em tempo de estiagem, sublinhou.

O encontro foi assistido pelo ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, o secretário de Estado para os Assuntos Institucionais, Adão de Almeida, o governador do Cunene, António Didalelwa, administradores municipais, entre outros.

O fórum, que termina domingo, prossegue hoje com a abordagem sobre “O funcionamento dos conselhos de auscultação e concertação social”, “Grandes projectos urbanos e políticas de governação”, “Graduação de Angola de país menos desenvolvido ao país de desenvolvimento médio”, entre outros temas. (portalangop.co.ao)

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