Críticos dos EUA “subestimaram o euro”, frisa Draghi

Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi (Foto: Reuters)

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou, nos EUA, que os críticos norte-americanos subestimaram o compromisso dos europeus com a moeda única e estavam “errados” quando pensaram que esta ia entrar em colapso.

Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi (Foto: Reuters)
Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi (Foto: Reuters)

“Nos dias negros da crise, muitos comentadores deste lado do Atlântico olharam para a Zona Euro e estavam convencidos de que iria fracassar. Eles estavam errados na sua visão macro a médio prazo”, disse Draghi, no discurso que proferiu na Universidade de Harvard.

A Zona Euro, sublinhou, criou “mais 600 mil postos de trabalho do que os EUA desde 1999” e, apesar da taxa de desemprego “ter crescido mais na Zona Euro do que nos EUA durante a crise”, a taxa de emprego nos EUA “caiu ainda mais do que na Zona Euro”, o que torna difícil uma comparação entre os dados.

Para o presidente do BCE, os críticos estavam errados de uma forma ainda mais fundamental por terem “subestimado a profundidade do compromisso dos europeus para com o euro”, o qual “confundiram com um regime de câmbio fixo, quando, na verdade, é uma moeda única irreversível” porque “nasceu do compromisso das nações europeias no sentido de uma maior integração”.

“Compromisso que, como reconheceu o comité do prémio Nobel no ano passado, tem raízes no nosso desejo de paz, segurança e de transcender as diferenças nacionais”, sublinhou Mario Draghi.

Em termos globais, “as mudanças que estão a ter lugar na zona euro estão a tornar a nossa união monetária mais robusta”, avaliou.

“A nível nacional, a consolidação orçamental e as reformas estruturais estão a ajudar a maioria dos países a alcançar um posicionamento externo sustentável”, enquanto, no plano europeu, “estamos a aproximar-nos de um equilíbrio de competências, as quais, se combinadas, devem proporcionar uma estabilização mais eficaz”, realçou Draghi. (oje.pt/Lusa)

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