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Crise leva portugueses a usar poços em vez da água da torneira
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Crise leva portugueses a usar poços em vez da água da torneira

Água da torneira é segura, garante entidade reguladora (FOTO: PEDRO CUNHA)

Água da torneira é segura, garante entidade reguladora (FOTO: PEDRO CUNHA)

Entidade reguladora alerta para riscos desta prática, quando há água segura disponível para 98% da população.

Há cada vez mais famílias a utilizarem poços e furos em Portugal, para evitar pagar a factura da água. A situação está a preocupar a Entidade Reguladora para os Serviços de Água e Resíduos (ERSAR), que alerta para o risco de se estar a consumir água poluída.

O recurso a furos próprios está a ter “algum crescimento”, segundo o presidente da ERSAR, Jaime Melo Baptista. “Estamos a falar de captações individuais, feitas em aquíferos de pequena profundidade, com riscos elevados de contaminação”, disse Melo Baptista à agência Lusa. “São origens de água que representam um claro risco para a saúde pública e nós desincentivamos fortemente esta prática”, acrescentou.

Segundo Melo Baptista, o problema “resulta essencialmente de uma situação de crise económica e social”.

A água da torneira em Portugal é de “confiança”, segundo o mais recente relatório da ERSAR sobre a qualidade da água para consumo humano, divulgado nesta terça-feira. Em 2012, 98,2% da população foi abastecida com “água segura” — um indicador que significa que a água é controlada e tem qualidade. A meta para 2013 é chegar aos 99%.

Das cerca de 450 mil análises destinadas a aferir a qualidade da água, 98,35% estavam em conformidade com os valores-limite de poluição. Em 2011 eram 98,07%. Os 1,65% que escaparam às normas em 2012 têm a ver sobretudo com sistemas de abastecimento pequenos, onde ainda há problemas de desinfecção da água, ou em locais onde há contaminação natural da água por elementos como ferro, manganês ou arsénio.

Os preços da água têm vindo a subir nos últimos anos, reflectindo cada vez mais os custos dos serviços de abastecimento, conforme é exigido pela legislação nacional e comunitária. Em 2012, a factura média de uma família, para a água, saneamento e resíduos, subiu 8%, segundo dados da ERSAR. (publico.pt)

Por RICARDO GARCIA e LUSA

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