Moçambique: Correios entram na massificação dos serviços financeiros

(rm.co.mz)
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A empresa pública Correios de Moçambique, com a acessão do comércio electrónico, está apostada em contribuir nas acções de massificação dos serviços financeiros com maior ênfase para as zonas recônditas, em apoio ao desenvolvimento da economia rural.

Segundo, Valdemar Jessen, administrador da área de Administração e Finanças, devido a acessão do comércio electrónico, a empresa reposicionou-se como distribuidora de escolha para o envio de correspondência e mercadorias compradas “on-line”, facilitando as trocas comerciais nacionais e internacionais.

Jessen falava em conferência de imprensa, no âmbito das comemorações do dia internacional dos correios, que se assinala próximo sábado.

Para viabilizar estes projectos, a empresa Correios de Moçambique investiu cerca de três milhões de meticais nas Tecnologias de Comunicação e Informação e, cerca de 7,9 milhões, na reabilitação do património.

“O serviço tradicional de correspondências ainda representa parte importante da actividade e que, a queda progressiva do volume deste serviço obriga os serviços postais nacionais a redefinirem a sua abordagem”, disse Jessen.

Para fazer face a este constrangimento, a empresa diversificou seus produtos para melhor responder as necessidades dos clientes com base na confiabilidade, rapidez e segurança, tendo em conta que os serviços de encomenda e de logística constituem apostas cruciais para a dinamização dos negócios das empresas.

“Com base nas tecnologias de Comunicação e Informação (TIC’s), apostamos nos serviços financeiros, na logística e na imobiliária. Temos os projectos de criação do Banco Postal de Moçambique e do Post-Bus para o transporte de passageiros e carga”, explicou Jessen.

Para a criação do Banco Postal, segundo o administrador, acções estão em curso com vista a criação das condições exigidas pelo Banco de Moçambique e espera-se que, próximo ano, esta instituição vai entrar em funcionamento, embora seja uma iniciativa que depende não somente dos correios como também de outros parceiros.

A Correios de Moçambique e uma empresa que vive de fundos próprios e tudo indica que para a criação do Banco Postal só poderá entrar com pouco mais de 30 por cento das acções por esta razão estão em curso contactos com outros parceiros do sector publico e privado.

O Post-Bus, cujo projecto já fi submetido a alguns bancos nacionais, segundo a fonte, revela-se altamente viável, porque vai permitir a entrega acelerada das encomendas satisfazendo melhor as necessidades dos clientes.

“Estamos a trabalhar para abraçar a questão da logística para acompanharmos o processo de desenvolvimento que se vive em Moçambique. O Post-Bus é um projecto, que numa primeira fase, esta vai custar cerca de 28 milhões de meticais valor a ser alocado na aquisição de 10 autocarros”, explicou Jessen.

Os autocarros, segundo Valdemar Jessen, vão servir para o transporte de encomendas e passageiros criando assim as condições para o surgimento efectivo da empresa de logística.

A partir dessa altura, a semelhança do que aconteceu na Zâmbia e na Suíça, o espaço de transporte de encomendas vai crescer em detrimento do transporte de passageiros, entrando-se desta forma para o transporte de grande tonelagem que e logística propriamente dita. (rm.co.mz)

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