Construção da barragem de Laúca orçada em mais 280 biliões de kwanzas

Kwanza-Norte: Construção da barragem de Laúca (Foto: Pedro Parente)

Duzentos e 80 biliões, 857 milhões, 986 mil e 200 kwanzas constituem o valor do investimento financeiro a ser feito pelo Governo angolano na execução das obras civis ligadas à construção da futura barragem de Laúca, localizada no curso médio do rio kwanza, na comuna de São Pedro da Kilemba, município de Kambambe, província do Kwanza Norte.

Kwanza-Norte: Construção da barragem de Laúca (Foto: Pedro Parente)
Kwanza-Norte: Construção da barragem de Laúca (Foto: Pedro Parente)

Os dados foram revelados pelo director do projecto da construção da barragem, o engenheiro Elias Estévão, quando procedia a apresentação do cronograma da obra, no quadro de uma visita que o vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente efectuou quinta-feira às obras da futura barragem de Laúca.

O responsável disse que o projecto, cuja implementação iniciou em Julho de 2012 e com término previsto para Setembro de 2017, registou já execução de serviços realizados na ordem de 19,67 porcento, correspondente a 55 biliões, 232 milhões, 710 mil e 600 kwanzas, dos quais o Governo procedeu já o pagamento de 36 biliões, 186 milhões, 981 mil e 400 kwanzas (12,88 porcento).

Disse que a primeira fase permitiu já o desvio do caudal do rio, execução dos trabalhos de emissão de licença ambiental, início da escavação do canal de aproximação da tomada de água e do túnel de acesso à central principal.

Elias Estêvão garantiu que as obras decorrem a bom ritmo, pois foram já executados 70 porcento dos trabalhos ligados ao desvio do caudal do rio, correspondente à primeira fase do projecto, visando o arranque das obras civis e posterior instalação das centrais de produção de energia eléctrica.

Referiu que as obras ligadas ao desvio do caudal do rio kwanza para o arranque das obras da construção da barragem, estão orçados em USD 20 biliões, 276 milhões, 275 mil e 300 kwanzas, dos quais 54,19 porcento já mereceu o devido desembolso por parte do governo.

Elias Estévão disse que após a conclusão das obras em Setembro de 2017, a barragem hidroeléctrica de Laúca vai contar com duas centrais de produção de energia eléctrica, sendo a primeira constituída por seis unidades geradoras que vão produzir um total de 2.004 megawatts (MW), correspondente a 334 MW/cada, enquanto a segunda fase vai compreender uma central ecológica com capacidade de produzir 65 MW e que vai manter um caudal mínimo no leito do rio visando garantir a preservação das espécies aquáticas.

O responsável aclarou que a barragem de Laúca, a futura maior de Angola está a ser construída à base de betão compactado com cilindro, a qual deverá comportar 132 metros de altura, 1.100 metros de cumprimento e uma albufeira com 118 quilómetros de extensão.

Coordenada pelo Gabinete de Aproveitamento do Médio Kwanza (GAMEK), a obra está a ser executada pela empresa brasileira Odebrecht, cujos trabalhos albergam um universo de dois mil operários, 90 porcento dos quais angolanos. (portalangop.co.ao)

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