Comissão multissectorial brasileira apresenta novo modelo de acordos de cooperação bilateral

Ministro angolano da Economia (à esquerda) recebe secretário do Ministério do Desenvolvimento,Indústria e Comercio exterior do Brasil (ANGOP)
Ministro angolano da Economia (à esquerda) recebe secretário do Ministério do Desenvolvimento,Indústria e Comercio exterior do Brasil (ANGOP)
Ministro angolano da Economia (à esquerda) recebe secretário do Ministério do Desenvolvimento,Indústria e Comercio exterior do Brasil (ANGOP)

O Ministro angolano da Economia, Abrahão Pio dos Santos Gourgel recebeu hoje (terça-feira), em Luanda, uma comissão brasileira liderada pelo secretário de comércio exterior, Daniel Marteleto Godinho, que apresentou um novo modelo de acordos de investimentos e a questão dos vistos para os investidores.

Na ocasião, o governante brasileiso referiu que foi apresentada uma proposta de negociação em torno de um novo modelo de acordos de investimentos.

Para o secretário Daniel Godinho, o Brasil não tem acordos desta matéria com nenhum país e Angola está entre os países prioritários do governo brasileiro para a discussão desta iniciativa.
Afirmou que o ministro  Abrahão Pio dos Santos Gourgel prometeu apoiar a iniciativa e as discussões afins que serão aprofundadas numa reunião técnica a ter lugar nos próximos dias, em Luanda.

A  proposta apresentada hoje, acrescentou, tem como bases gerais o reforço das relações institucionais, entre os dois países, relativamente à questão dos investimentos bilaterais e que o governo brasileiro pretende que se crie pontos focais em Angola e no Brasil.

Para  o governante brasileiro, estes pontos focais passariam a dialogar entre si e directamente com o sector privado, identificando oportunidades de negócios, e fazer  com que  estas ocasiões constituam uma alavanca para o crescimento dos investimentos bilaterais.

Por outro lado, há outros aspectos da proposta como as chamadas agendas temáticas que vão abordar questões como os vistos de entrada  para os investidores das duas partes, assim como outras questões constantes da referida proposta, sustentou.

Segundo o responsável brasileiro, a proposta não aponta áreas pré-definidas de investimento, porquanto elas serão objecto de negociação e indicadas de acordo com as necessidades de ambas as partes.

Questionado se a elaboração da proposta apresentada resultou de um sentimento de que o Brasil estaria a ser ultrapassado por outros países que investem em Angola, o governante  negou, acrescentando que é resultado de uma reflexão interna sobre a necessidade de o seu país contar com este tipo de instrumento para reforçar a sua parceria estratégica externa.

Neste contexto, disse, Angola é, sem dúvidas, um dos países estratégicos para o Brasil e o eleito para se iniciar o reforço dos laços económicos, sobretudo, em matéria de investimentos. (portalangop.co.ao)

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