Comissão mista Angola/África do sul quer suprimir vistos nos passaportes

Ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chicoti (TPA)
Ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chicoti (TPA)
Ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chicoti (TPA)

A supressão de vistos nos passaportes ou a regularização de angolanos foram alguns dos temas da comissão mista realizada esta sexta feira, 18 de outubro, em Pretória, entre Angola e a África do sul.

Delegações sul-africanas e angolanas estiveram reunidas esta sexta feira, na capital da África do sul, no quadro de mais uma ronda de negociações da comissão mista bilateral entre Luanda e Pretória.

A delegação angolana chefiada pelo ministro das relações exteriores, Jorge Chicoti, foi para esta comissão bilateral, convicta de que o fluxo crescente dos angolanos para a África do sul, deve merecer mais atenção das autoridades dos dois países, tendo em conta que mensalmente cerca de 30 mil  a 50 mil angolanos viajam para a terra de Nelson Mandela.

Em sentido inverso, Angola recebe todos os meses cerca de 1500 sul-africanos. Assim, ambas as partes querem redefinir novas regras de cooperação empresarial e migratória, designadamente, a regularização de angolanos que queiram viver na África do sul ou ainda a supressão de vistos nos passaportes de certos categorias de cidadãos dos dois países, como empresários.

A verdade, é que Angola e a África do sul, têm culturas comerciais diferentes e segundo o analista político português na África do sul, José Nascimento, não tem havido um bom entendimento entre os empresários dos dois países.

Entretanto, o ministro angolano das relações exteriores, Jorge Chicoti, reagiu em Pretória, à situação de conflito na fronteira entre Angola e o Congo-Brazaville, no seguimento de notícias contraditórias esta quinta feira, 17 de outubro, de que forças angolanas entraram em território congolês para prender soldados congoleses que antes tinham penetrado o território angolano.

Em declarações à RFI, em Pretória, o chefe da diplomacia angolana, disse ter havido um mal-entendido na fronteira entre os dois países, depois de “24 soldados congoleses terem entrado em Angola, o que levou ao envolvimento de tropas angolanas”.

Enfim, na oposição angolana, o líder parlamentar da Unita, Raúl Danda, disse ser “preocupante que forças armadas angolanas invadam território alheio, ocupando 5 localidades em território congolês”. (rfi.fr)

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