Cimeira extraordinária da União Africana debate saída colectiva do TPI

Georges Chikoti (Liliana Henriques/RFI)
Georges Chikoti (Liliana Henriques/RFI)
Georges Chikoti
(Liliana Henriques/RFI)

Os países membros da União Africana, estão reunidos este fim de semana, em Adis Abeba, na Etiópia, para uma cimeira extraordinária de chefes de estado ou de governo, tendo na agenda a saída ou não do Tribunal Penal Internacional.

A capital etíope, onde está a sede da União Africana, recebe a partir desta sexta feira, 11 de outubro, e durante dois dias, mais uma cimeira extraodinária da organização, para analisar uma eventual saída colectiva do Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda.

Com isto, os líderes africanos querem denunciar o tratamento especial do continente africano por parte do Tribunal Penal Internacional, que só persegue judicialmente dirigentes ou cidadãos africanos.

Analistas consideram no entanto ser improvável que haja uma saída colectiva dos estados da União Africana do TPI, na medida em que há dois grupos de países que estão divididos quanto à acção a adoptar nesse sentido.

O que poderá sair desta cimeira extraordinária é uma declaração hostil em relação ao Tribunal Penal Internacional, mas não um abandono.

Contudo, há cada vez mais presidentes e dirigentes africanos que denunciam esta discriminação do TPI, em relação à África.

Os Presidentes de S. Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa e de Moçambique, Armando Guebuza, não acham normal, por exemplo, que sejam visados apenas africanos por esse Tribunal.

Mais radical, o ministro das Relações Exteriores de Angola, Jorge Chicoti, defende pura e simplesmente uma saída dos estados africanos do TPI. (rfi.fr)

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