Cimeira: Cabo Verde vai continuar a trabalhar para garantir a integração plena na CEDEAO – PM

José Maria Neves (DR)
José Maria Neves (DR)
José Maria Neves (DR)

Dacar – Cabo Verde vai continuar a trabalhar para criar novos mecanismos que garantam a sua integração plena no seio da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), disse hoje  aos jornalistas  o  primeiro-ministro, José Maria Neves.

O chefe do Governo cabo-verdiano considera “feito importante” fazer constar do comunicado  final da Cimeira de Dacar um tratamento especial  a Cabo Verde na implementação da Tarifa Externa Comum (TEC), tendo em conta as suas especificidades, devendo agora o país  introduzir  gradualmente  as mudanças  até à convergência  total entre a pauta aduaneira cabo-verdiana e a da comunidade.

Por outro lado conseguiu-se  que as negociações do Acordo de Parceria Económica entre  a CEDEAO e a União Europeia (UE) fosse alargado para a área  dos  serviços  e assim garantir que o arquipélago, que aposta grandemente nos serviços, possa garantir a sua  competitividade.

“Esta reunião foi extremamente importante e Cabo Verde com o seu posicionamento tem  sido muito bem acolhido neste espaço. Tenho consciência das limitações e dos constrangimentos que ainda existem na CEDEAO e Cabo Verde irá continuar a trabalhar para criarmos novos mecanismos que possam garantir a melhor integração no espaço da CEDEAO”, salientou o primeiro-ministro.

Segundo José Maria Neves, é preciso avançar rapidamente com a segunda zona monetária e Cabo Verde está a estudar a possibilidade de adesão.

“Teremos de fazer os estudos construir todos os consensos em Cabo Verde, analisar as vantagens e as desvantagens, mas para que Cabo Verde  possa garantir uma plena integração  no espaço da CEDEAO teremos de  integrar a união monetária”, realçou  informando que a perspectiva é no horizonte de  2020 haver uma única  zona monetária.

Cabo Verde esteve presente  na  Cimeira dos Chefes de Estado e do Governo  da CEDEAO por uma delegação  que, para além do primeiro-ministro, integrou os ministros  das Relações Exteriores, Jorge Borges, e do Turismo, Indústria e Energia, Humberto Brito, o embaixador em Senegal, Francisco Veiga, e conselheiros. (inforpress.publ.cv)

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