Cabo Verde: País desceu, mas continua a ser melhor lusófono na boa governação em África

(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)

Cabo Verde desceu para o terceiro lugar no índice Ibrahim de Governação Africana de 2012, que avalia fatores como a educação, saúde, segurança, direitos humanos, desenvolvimento e economia de 52 países, divulgado hoje.

O arquipélago somou 76,7 pontos, num total de 100, contra 77,2 em 2012, confirmando uma tendência de descida do ano anterior na avaliação, feita pela Fundação desde 2006.

Ao segundo lugar ascendeu o Botsuana (77,6 pontos), enquanto no topo da lista continuam as ilhas Maurícias, país classificado com os mesmos 82,9 pontos do ano passado.

O grupo dos primeiros cinco é completado pelas ilhas Seicheles e África do Sul, enquanto no fim da tabela estão a Somália, República Democrática do Congo, Eritreia, República Centro-Africana e Chade.

Dos outros países lusófonos, São Tomé e Príncipe manteve o 11.º (59,9 pontos), enquanto Moçambique (54,8 pontos) e Angola (44,5 pontos) subiram um lugar ambos, para 20.º e 39.º lugar, respetivamente.

O pior classificado dos países africanos lusófonos continua a ser a Guiné-Bissau, que somou apenas 37,1 pontos, descendo novamente uma posição, para o 46.º lugar.

No cômputo geral, o índice mostra que os níveis de governação em África continuam a melhorar, nomeadamente nas categorias de Desenvolvimento Humano, Oportunidade Económica Sustentável e, num grau menor, Participação e Direitos Humanos.

Por exemplo, aumentaram as provisões para o acesso ao tratamento antirretroviral, a conetividade digital, convenções internacionais de direitos humanos e tensões transfronteiriças”.

Porém, a média de resultados em Segurança e Estado de Direito registaram um declínio, aumentando o risco, segundo Mo Ibrahim, presidente da Fundação com o mesmo nome responsável por este estudo, de mais conflitos sociais a nível nacional.

As categorias com pior prestação foram os direitos humanos, liberdade de expressão, a criminalidade violenta, a instabilidade social e o tráfico humano.

A mesma instituição anunciou hoje ter decidido não atribuir o Prémio Ibrahim para a Excelência na Liderança Africana pelo segundo ano consecutivo por não considerar adequado nenhum ex-presidente, após analisar os candidatos elegíveis.

Para ser galardoado, o vencedor tem de ser um antigo chefe de Estado ou de Governo africano eleito democraticamente que tenha cessado funções nos últimos três anos e que servido o mandato para o qual foi constitucionalmente mandatado com comprovada excelência.

Em 2011, o Prémio foi atribuído ao Presidente Pedro Pires de Cabo Verde pela sua “visão de transformar Cabo Verde num modelo de democracia, estabilidade e crescente prosperidade”, sucedendo a Joaquim Chissano (2007) e a Festus Mogae (2008) como laureados do Prémio Ibrahim. (rtp.pt)

DEIXE UMA RESPOSTA