Segunda-feira, Outubro 16, 2017
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Cabo Verde: Grau de confiança na economia é elevado

(FOTO: DR)
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O governador do Banco de Cabo Verde, Carlos Burgo, afirmou na segunda-feira, na cidade da Praia, que o grau de confiança na economia do seu país é “confortável”, apesar do contexto internacional adverso e do seu impacto na economia local.

Numa comunicação apresentada durante a primeira edição da Mesa Redonda do Mercado de Capitais, promovida pela Bolsa de Valores de Cabo Verde, Carlos Burgo justificou como pilares desta confiança a sustentabilidade das finanças públicas, a solidez do sistema financeiro, a credibilidade da paridade do Escudo cabo-verdiano com o Euro e o desempenho e oportunidades de crescimento da economia.

Intitulada “Economia de Cabo Verde Conjuntura actual e Desafios”, a comunicação destaca também o facto da  procura da moeda cabo-verdiana estar a crescer em cerca de oito a nove por cento, o nível de intermediação de Cabo Verde ser  “muito elevado” e a taxa de câmbio real efectiva ter “evoluído favoravelmente”, em grande parte porque, a seu ver, “tem havido moderação da política salarial”.
Ainda de acordo com Carlos Burgo, o desempenho da economia cresce, sobretudo no sector do turismo, onde há a possibilidade de se construir um centro turístico “pequeno”, mas de nível mundial.

No entanto, o governador do BCV alertou para o facto de, em termos de riscos e vulnerabilidades, as finanças públicas apresentarem um nível “comparativamente elevado” de endividamento público e de “limitada margem” para a política anti-cíclica e absorção de choques.

Carlos Burgos apresentou, também, como outras vulnerabilidades das finanças públicas as responsabilidades contingentes nas empresas públicas, os riscos contingentes nos municípios, o eventual “défice” dos regimes de pensões e o nível “comparativamente elevado” da folha de salários na Administração Pública.

No que toca ao sistema financeiro, sublinhou que se verifica um nível “relativamente baixo” de solvabilidade, um crescimento do crédito malparado, situações problemáticas no mercado de dívida (Bolsa de Valores), um elevado peso dos recursos de emigrantes e um “défice” de eficiência e no acesso a serviços financeiros.

Por seu turno, o ministro cabo-verdiano do Turismo, Indústria e Energia, Humberto Brito, participou em Abuja, a capital política da Nigéria, na Reunião dos Ministros do Comércio da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). A reunião da CEDEAO visou a adopção de uma posição comum sobre as questões relativas à Tarifa Externa Comum (TEC) e ao Acordo de Parceria Económica (APE) entre a África Ocidental e a União Europeia (UE). (jornaldeangola.com)

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