Cabinda: É necessário um porto pesqueiro

Namibe: canoas num dos portos pesqueiros do país (Foto: ANGOP)
Namibe: canoas num dos portos pesqueiros do país (Foto: ANGOP)
Namibe: canoas num dos portos pesqueiros do país (Foto: ANGOP)

Cabinda – A província de Cabinda necessita de uma estrutura de acostagem (Porto Pesqueiro), para que os armadores de outras províncias possam vir vender o seu pescado, defendeu quarta-feira, nesta cidade, o secretário provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, João Tati Luemba.

Tati Luemba, que falava à Angop, argumentou que devido à falta de porto pesqueiro na região, os armadores não aceitam trazer suas embarcações a Cabinda por ser mais onerosa a operação de descarga.

O responsável reconheceu que apesar dos esforços do Governo no sentido de aumentar a oferta de produtos pesqueiros na região, constitui um imperativo a intervenção do resto do mercado nacional, porque a demanda supera a capacidade de captura local.

Desde o início deste ano as estatísticas apontam para um total de 4.540 toneladas de peixe capturado localmente, volume insuficiente em comparação com a demanda, entretanto, não especificada.

Defendeu também a necessidade de um estaleiro naval na província, que possa assegurar a reparação das embarcações com vista a sua normal operacionalidade.

Em 2012, a província contou com 576 embarcações de pesca artesanal, das quais 224 chatas, 333 pirogas, 15 canoas e quatro catrongas.

Para a conservação e congelação de peixe existem 18 câmaras de frio e contentores frigoríficos, sendo oito operacionais e 10 paralisadas.

O sector controla pelo menos dois mil pescadores de pesca artesanal marítima como continental (rios e lagoas), 54 grupos de interesse de pescadores organizados, quatro cooperativas de pescadores, duas associações, 178 famílias envolvidas na pesca continental, 75 iniciativas de piscicultura e 380 peixeiras. (portalangop.co.ao)

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