Brasil é o convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt

Preparação para abertura da Feira do Livro de Frankfurt, que será inaugurada oficialmente na noite desta terça-feira,(8). (REUTERS/Ralph Orlowski)
Preparação para abertura da Feira do Livro de Frankfurt, que será inaugurada oficialmente na noite desta terça-feira,(8). (REUTERS/Ralph Orlowski)
Preparação para abertura da Feira do Livro de Frankfurt, que será inaugurada oficialmente na noite desta terça-feira,(8).
(REUTERS/Ralph Orlowski)

A Feira do Livro de Frankfurt, o maior evento do mercado editorial do mundo, será inaugurada oficialmente na noite desta terça-feira, 8 de outubro de 2013. O Brasil é o país homenageado este ano e quer mostrar na Alemanha sua diversidade e pluralidade literária. Setenta autores e 168 editoras estarão no evento representando a literatura e a produção editorial brasileira. A Feira do Livro de Frankfurt, que reune 8 mil expositores de 100 países e deve receber 300 mil visitantes, acontece de 9 a 13 de outubro.

Uma grande delegação brasileira, encabeçada pelo vice-presidente Michel Temer e pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, participa esta noite da cerimônia de inauguração oficial da Feira do Livro de Frankfurt. Michel Temer fará o discurso de abertura da Feira. O Brasil prepara essa participação há dois anos e quer mostrar durante os cinco dias do evento a multiplicidade de vozes literárias e culturais do país.

O investimento foi de R$ 18,9 milhões, entre a vasta programação cultural que já acontece em Frankfurt desde o mês de agosto e a programação literária. O ministério da Cultura acha que já começou a colher os frutos dessa participação. Desde 2012, 110 obras foram traduzidas e publicadas na Alemanha indica ndo que a literatura brasileira desperta o interesse de editores alemães.

“Essa é uma extraordinária oportunidade para o Brasil fortalecer sua imagem literária e cultural na Europa”, afirmou a ministra da Cultura, Marta Suplicy, durante coletiva de imprensa na semana passada.

Polêmica

Ao todo, 70 escritores de várias gerações e gêneros estarão em Frakfurt para representar a literatura brasileira. Mas antes mesmo da abertura do evento, a seleção foi alvo de críticas. A imprensa alemã questionou a pouca representatividade racial da lista que traz apenas um negro, Paulo Lins, e um índio, Daniel Munduruku.

No último final de semana, foi a vez de Paulo Coelho pôr mais lenha na fogueira. O escritor mais popular do Brasil anunciou pela imprensa que cancelou sua participação em protesto por autores de best-sellers de literatura fantástica, como Eduardo Spohr, Thalita Rebouças e Raphael Draccon, não terem sido convidados. Sua ausência, por enquanto, não foi oficialmente confirmada.

A todos, os organizadores deram a mesma resposta : a seleção privilegiou autores que têm relevância e consistência na cena literária brasileira e já são traduzidos no exterior. Resta saber se a inauguração da Feira de Frankfurt vai acabar ou alimentar essa polêmica. (rfi.fr)

Por Adriana Brandão

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