Arábia Saudita: “Hajj” fiéis muçulmanos regressam ao “centro do universo” em Meca

(EURONEWS)
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A Arábia Saudita acolhe, desde hoje, mais de dois milhões de fiéis muçulmanos para a peregrinação anual a Meca – o “hajj” – um dos cinco pilares do Islão.

Um ritual, como todos os anos, sob fortes medidas de segurança depois de Riad ter mobilizado mais de 100 mil polícias e militares e instalado cerca de 42 mil câmaras de vigilância em todo o percurso, onde estão proibidas quaisquer manifestações políticas.

A Síria e o Egito concentram, este ano, as preocupações dos peregrinos.

“A Síria sofre e isso quer dizer que os árabes e muçulmanos também sofrem. Peço a deus, aqui em Meca, que ponha fim ao massacre e ao sofrimento do povo sírio”, afirma o sírio Abdel Kerim Ahmed.

Já o egípcio, Essam Hassouna, confessa, “eu estou a rezar pelo Egito. Peço a deus para que traga estabilidade e unidade ao país. Como egípcio é importante para mim rezar pelo meu país em vez de rezar por mim e pelos meus filhos. Peço a deus que faça com que o Egito fique melhor que nunca”.

A Arábia Saudita decidiu, este ano, reduzir em cerca de 20% o número de fiéis autorizados a praticar o ritual, devido às obras de restauração dos lugares santos, mas também na sequência das dezenas de mortes, no país, causadas pela Síndrome Respiratória Aguda ou Corona Virus.

Entre a personalidades que participam na peregrinação deste ano encontram-se os presidentes turco, Abdullah Gul e sudanês, Omar al-Bashir.

As cerimónias iniciam-se esta segunda-feira, em Mina, com a subida dos peregrinos ao monte Arafat, onde o profeta Maomé pronunciou o seu último sermão, para dirigirem-se, ao cair da noite, à localidade de Muzdalifa. O ritual prossegue, na terça-feira, com o tradicional apedrejamento das três colunas que simbolizam o diabo e as suas tentações.

A peregrinação termina em Meca, com as tradicionais voltas à “Kaaba”, o cubo negro considerado pelos muçulmanos como o “centro do universo”. (euronews.com)

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