Angola terá tratamento especial do BM a partir de 2014

Ana Dias Lourenço (ANGOP)
Ana Dias Lourenço (ANGOP)
Ana Dias Lourenço (ANGOP)

Washington – A República de Angola deixará de beneficiar, a partir do próximo ano, da “versão número 16” do Fundo IDA (Agência de Desenvolvimento Internacional), afecto ao Banco Mundial, e passará a ter um tratamento especial e adequado às suas características actuais, visto estar a ser graduado como país de rendimento médio.

A informação foi avançada sexta-feira, na cidade de Washingto D.C, pela Directora Executiva Suplente da 25.ª Constituência do Conselho Executivo do BM, a angolana Ana Dias Lourenço, referindo que o IDA é o braço direito do BM para os países mais pobres do mundo e que o mesmo é actualizado de três em três anos. Em Junho de 2014 entrar-se-á na versão IDA-17.

“O acesso a estes fundos obedece a certos critérios e Angola já não está dentro dos padrões definidos para ser IDA, por ser visto actualmente como país de médio rendimento e que está a entrar num processo de graduação” explicou a responsável.

Salientou que em virtude disto, a partir de Junho de 2017 apenas vai usufruir do seu pacote de projectos em vigor.

Neste particular, informou que Angola possui uma carteira de cinco projectos (quatro já em execução) nos sectores da energia, educação, saúde e agricultura e um quinto, aprovado há duas semanas pelo “board” do BM, também relacionado com a Educação.

Acrescentou que face a sua graduação, deverá beneficiar de outros instrumentos financeiros desta instituição.

Entretanto, argumentou, estes instrumentos financeiros podem permitir a Angola fundos para a implementação dos seus programas de investimentos, entre outros, assim como beneficiar de assessoria, consultoria e assistência técnica em algumas áreas.

Adiantou, por outro lado, que o sector privado, dentro da estratégia de diversificação da economia do país, também está contemplado nestas ferramentas.

Fazendo alusão à representação africana, nas instituições de Breton Woods, Ana Dias Lourenço disse que fruto de algumas discussões de persistência (de há muitos anos), o Banco Mundial decidiu criar mais um assento para os países africanos, com vista a aumentar a voz dos países africanos.

Esclareceu que até pouco tempo África contava apenas com duas cadeiras, até então ocupadas pela Nigéria e a África do Sul, que igualmente integram o “IDS – 25”, o que está a permitir uma melhor interacção com os executivos do BM e agilizar algumas questões e/ou projectos ligados à África.

Durante a entrevista concedida à imprensa angolana, à margem das Reuniões de Outono do FMI/BM, que decorre de 11 a 13 deste mês, em Washington D. C., a executiva angolana do Banco Mundial fez saber que o valor disponível na referida instituição para atender o compromisso com Angola é de USD 460 milhões para os cinco projectos aprovados pelo Board (Conselho de Administração).

“Neste montante estão inclusos os 75 milhões de dólares do novo projecto (aprovado há duas semanas) ligado à edução”, sublinhou.

Avançou que o Board do BM integra 25 membros, incluindo Angola, que ocupou a última cadeira no princípio deste ano.

Ana Dias Lourenço foi, até às eleições gerais de 2012 em Angola, ministra do Planeamento. Actualmente representa o país no Conselho Executivo do Banco Mundial, como Directora Executiva Suplente da 25.ª Constituência, da qual fazem parte Angola, Nigéria e África do Sul. (portalangop.co.ao)

 

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