Aliança com Marina busca enterrar a velha política, diz Campos

A ex-senadora Marina Silva (à esq.) anuncia sua filiação ao PSB, do governador Eduardo Campos (PE) (Alan Marques-5.out.13/ Folhapress)
A ex-senadora Marina Silva (à esq.) anuncia sua filiação ao PSB, do governador Eduardo Campos (PE) (Alan Marques-5.out.13/ Folhapress)
A ex-senadora Marina Silva (à esq.) anuncia sua filiação ao PSB, do governador Eduardo Campos (PE) (Alan Marques-5.out.13/ Folhapress)

Menos de 48 horas após o anúncio da filiação da ex-senadora Marina Silva ao PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que preside o partido, reconheceu a existência de divergências entre as duas legendas.

“Nós fizemos uma aliança programática, e nós reconhecemos as diferenças que temos. Tanto é que somos dois partidos. Um com 60 anos e um com um ano, recém-criado. Vamos aprender um com o outro. Para o PSB, é muito importante essa convivência com a Rede”, afirmou.

Questionado sobre como o PSB receberá a ex-senadora –que evita tratar de temas polêmicos, como o casamento gay ou o aborto–, Campos minimizou as discordâncias e apontou que, em nome do projeto presidencial, PSB e Rede vão trabalhar sobre pontos de convergência.

“Nós não queremos anular as nossas diferenças. Queremos reforçar a nossa identidade, que é construir a nova política. Nós e a Rede entendemos que só há um caminho para fazer essa mudança de verdade: é enterrar a velha política”, disse Campos, durante vistoria das obras do Hospital do Câncer, na manhã desta segunda-feira (7) no Recife.

O presidenciável lembrou que ele e Marina Silva foram ministros na primeira administração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando que o legado do governo petista também deve ser dividido com os partidos que participaram das gestões.

“Somos daqueles que acreditam que o que une as pessoas não são nomes. A força transformadora de unir corações e mentes é a força das ideias. Quanto mais essas ideias preservarem as conquistas que já tivemos no passado, e quanto mais inovadoras essas ideias forem, elas vão ter a capacidade de construir uma plataforma sobre a qual em 2014 nós haveremos de ter a tarefa de construir uma chapa PSB-Rede”, disse Campos.

A aliança, segundo Campos, deve atrair outros partidos. O governador, no entanto, evitou comentar se já existem movimentações com outras legendas. “Esperamos receber o apoio de outras lideranças políticas que, muitas vezes, estando em partidos que não comunguem com esse pensamento, poderão se expressar. O grande objetivo é juntar as boas ideias que nós temos porque, juntando as boas ideias, vamos juntar as boas pessoas.”

Instado a responder se teme retaliações do PT, Campos foi evasivo. “Vamos viver a vida, minha gente! Vamos viver a vida como ela é, cada dia a gente vai enfrentando com tranquilidade, desejando que as pessoas entendam que nossa posição não é contra quem quer que seja e não é para destruir quem quer que seja. Queremos construir um jeito diferente de fazer política.”

O pessebista disse ainda não ter conseguido conversar, antes do anúncio, com o ex-presidente Lula. “Tentei falar com o presidente Lula no sábado, e não consegui. Tive notícias de que ele estava fora de São Paulo, e não voltei a falar com ele, porque no domingo não seria o caso”.

ESTADOS

Campos afirmou ainda que, apesar de a aliança PSB-Rede ter se estabelecido no limite final do prazo de filiações, não houve muitas dificuldades de composição nos Estados. “Na maioria dos Estados houve como fazer a aliança Rede-PSB”, disse. (folha.uol.com.br)

 

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