Pacotão da Zon Optimus revela abordagem “sensata” na oferta convergente

(jornaldenegocios.pt)

O pacotão da nova operadora liderada por Miguel Almeida foi bem recebido pelos analistas. Estes vêem na oferta sinais de que a nova operadora é “racional” do ponto de vista competitivo e de que tem a “flexibilidade” necessária para alcançar as sinergias ambicionadas com a fusão entre a Zon e a Optimus.

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A nova oferta da Zon Optimus, Zon4i, já era antecipada pelo mercado. Ainda assim, foi bem recebida pelos analistas do sector de telecomunicações que elogiaram o breve período de tempo que decorreu entre a eleição dos órgãos de gestão e a apresentação deste serviço, bem como a “sensatez” em elaborar uma oferta que se assemelha às que já existem no mercado.

Vários bancos de investimento observam que a oferta se encontra alinhada com as que já existem no mercado, incluído a oferta convergente da Zon assente na rede móvel da Vodafone.

Para o BES Investimento, esta é “uma abordagem sensata em termos de intensidade competitiva porque não introduziu uma oferta destrutiva para o mercado, do ponto de visto dos preços”, refere o banco.

O BPI refere que “a novidade” desta oferta é o facto de a Zon Optimus estar “disposta a levar esta oferta aos subscritores do triple-play”, que são 786 mil. Isto porque o anterior pacotão era “utilizado como uma mera ferramenta de retenção de clientes”, sublinha o banco.

Oferta permite obter sinergias “rapidamente”

A unidade de análise do BBVA também destaca o facto de a oferta continuar “racional e focada no serviço, em vez de no preço”. Contudo, o banco sublinha ainda a rapidez com que a oferta foi apresentada ao mercado.

O comentário do Millennium IB vai no mesmo sentido, com a analista Alexandra Delgado a sublinhar que “o facto de a Zon Optimus ter lançado a oferta apenas três semanas depois da eleição dos órgãos de gestão é bastante positivo e demonstra que as empresas estavam bem preparadas para a fusão e que a integração deverá desenvolver-se depressa.”

O BBVA destaca que a oferta, pelas suas características, é destinada a uma parte relativamente pequena do mercado, já que implica uma despesa média por unidade de 14 euros para ser compensadora. “Na nossa perspectiva”, diz o banco, “a oferta terá de ser refinada para ser destinada a uma maior parte do mercado”, conclui. (jornaldenegocios.pt)

por Hugo Paula

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