Vice-presidente da República desloca-se hoje a Addis Abeba

manuel-vicenteO Vice-presidente da República, Manuel Vicente, é esperado hoje, sábado, em Addis Abeba, onde vai participar, no domingo, em conjunto com representantes de 10 estados africanos, numa cimeira sobre a paz e segurança na República Democrática do Congo (RDC) e a na região dos Grandes Lagos.

Manuel Vicente vai representar o Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

Segundo o representante angolano junto da União Africana, Arcanjo do Nascimento, o documento será ainda assinado também pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, mentor da proposta, e os presidentes da Comissão da União Africana, Nkosozana Zuma e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e de Moçambique, Armando Emílio Guebuza.

O diplomata angolano disse que o acordo, fruto de consultas feitas até ao dia 15 deste mês, visa erradicar as causas profundas do ciclo de conflitos na RDC e na região dos Grandes Lagos.

Explicou que tem como objectivo mobilizar a comunidade internacional para ajudar a RDC e a região dos Grandes Lagos a terminar com o ciclo de violência, agravado com as acções de instabilidade protagonizadas pelo movimento designado “M23”, na região do Kivu Norte.

Adiantou que a RDC, nos termos do pacto, fica obrigada a estender o funcionamento das instituições administrativas em todo território, a aprofundar o processo de reconciliação nacional, de tolerância e de democratização, reduzindo os focos de tensão no país.

Deve ainda prosseguir com as reformas em sectores públicos, como nos órgãos de defesa e segurança, bem como promover o desenvolvimento socioeconómico do país. Pretende-se dos países signatários a unidade de esforços para evitar que grupos armados continuem a ter espaço para protagonizar acções de instabilidade.

Os países que deverão assinar o acordo terão a obrigação de recusar guarida a acusados de crimes de guerra e contribuir para que a RDC se reerga economicamente.

O diplomata acredita que a plataforma é bastante abrangente e espera que a sua materialização seja possível porque há um engajamento de toda a comunidade internacional, através da ONU, da União Africana, da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos e da SADC.

(portalangop.co.ao)

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