Sonangol planeia leiloar este ano 15 blocos de petróleo

Petroleo1A petrolífera angolana Sonangol prevê lançar este ano um leilão de 15 blocos de exploração de petróleo, anunciou hoje a empresa em conferência de imprensa para assinalar o seu 37º aniversário.

Dez dos 15 blocos, que se situam todos em terra, ficam na bacia do Kwanza, e os restantes na bacia do Congo.

O presidente do Conselho de Administração, Francisco Lemos, anunciou que a empresa prevê produzir diariamente dois milhões de barris em 2017.

Entretanto, a produção petrolífera em 2012 cresceu 4,5 por cento, resultante da produção diária de 75 mil barris, acrescentou.

Este crescimento vai ter impacto no Produto Interno Bruto de Angola, mas Francisco Lemos escusou-se a adiantar quaisquer valores, preferindo esperar pelo anúncio oficial pelo Governo.

Relativamente ao projeto de gás liquefeito, no Soyo, província do Zaire, norte de Angola, e que tem estado sujeito a sucessivos adiamentos da primeira exportação, Baptista Sumbe, que integra o Conselho de Administração, reconheceu os atrasos.

Os problemas, de ordem técnica têm-se sucedido e, segundo Baptista Sumbe, decorrem atualmente obras na fábrica, que deverão estar concluídos entre quatro a seis semanas.

O projeto Angola LNG foi aprovado em dezembro de 2007, com vista ao aproveitamento do gás natural resultante da exploração petrolífera, tendo a fábrica sido construída com uma previsão de produção de 5,2 milhões de toneladas de LNG anual.

São acionistas do projeto Angola LNG a Sonangol Gás Natural Limitada (22,8 pc), a Cabinda Gulf Oil Companhy Limited (36,4 pc), a BP Exploration (Angola) Limited (13,6 pc), a Eni Angola Production B.V. (13,6 pc) e a Total LNG Angola Ltd (13,6 pc).

O projeto LNG, que representa um investimento de cerca de oito mil milhões de euros, vai ainda disponibilizar 125 milhões de pés cúbicos por dia de gás natural, destinado à produção de energia elétrica e petroquímica.

O mercado eleito inicialmente para a comercialização do gás natural era o norte-americano, mas as recentes descobertas deste combustível nos Estados Unidos obrigaram Angola a redirecionar o mercado de exportação, tendo optado pela Ásia.

O projeto Angola LNG deverá garantir a entrada de Angola no Fórum de Países Exportadores de Gás (GECF), que tem apenas cinco membros africanos – Argélia, Egito, Guiné Equatorial, Líbia e Nigéria.

(lusa.pt)

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