Reservas transformam Moçambique num dos dez maiores produtores de carvão

carvaoA organização European Parlamentarians With Africa (AWEPA) estima que as reservas de Moçambique coloquem o país na lista dos dez maiores produtores de carvão e dos vinte maiores produtores de gás natural, a nível mundial.

“A partir de 2008 começaram a ganhar fama as enormes reservas de carvão em Moatize. Até que, dois anos mais tarde, começou a ser público que há enormes reservas de carvão noutros distritos de Tete: Changara, Cahora-Bassa. Para além das bacias carboníferas de Cabo Delgado, Niassa e Manica” refere o mais recente boletim da AWEPA sobre recursos naturais em Moçambique.

Além do carvão, a organização indica que as reservas de gás natural na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado colocam o país na “destacável classificação” de terceiro país com maiores reservas de gás do continente africano, apenas a seguir à Argélia e à Nigéria.

A produção de carvão (de coque e térmico) pode vir a atingir, de acordo com os dados do boletim, 100 milhões de toneladas por ano a partir de 2015, “quando as maiores minas de Tete estiverem completamente operacionais”.

No entanto, e apesar do investimento e do interesse das multinacionais Vale e Rio Tinto, o escoamento do carvão é um dos problemas mencionados no documento, que aponta as fragilidades da atual via-férrea, dando o caso recente do descarrilamento de três comboios na ligação ao porto da Beira, que causou “enormes prejuízos”.

Como alternativas ao escoamento é apontada a proposta Tete-Nacala, via Malawi, ou o projeto da empresa Rio Tinto que propõe a linha Tete-Quelimane, com passagem pelo porto de Macuze, onde se prevê a construção de um porto de águas profundas, “mas apenas em 2018”.

A European Parlamentarians With Africa é uma organização composta por 1.500 deputados da Suíça, Noruega e dos países que compõem a União Europeia, que estabelece contactos com parlamentos de 25 países no continente africano. (lusa.pt)

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