Rei nega registo de atrocidades nas zonas diamantíferas das Lundas

kamangista 452063O Rei de Kassanje, Dianhenga Ngingi, negou registo de casos de assassinatos e torturas e outras sevícias nas áreas diamantíferas do nordeste do país e considerou “falsas” as acusações do cidadão angolano Rafael Marques, que solicitou, em Portugal, abertura de um processo crime contra o governo angolano, relacionado à existência de “diamantes de sangue”.

O facto foi expresso nesta terça-feira, em Luanda, durante uma conferência de imprensa promovida pelo gabinete de apoio ao Reino de Kassanje, que visou contestar as informações que servem de suporte ao referido processo crime, e no qual é citado o Rei Dianhenga Ngingi.

A expressão “diamantes de sangue” foi usada durante o conflito armado, face as atrocidades que se cometiam para obtenção ilegal deste recurso que servia para financiar a guerra, lembrou o soberano, antes de prosseguir completando que “com o alcance da paz definitiva, o Executivo angolano promoveu o licenciamento de cidadãos nacionais para o exercício de exploração artesanal legal”.

Em reforço a sua convicção, angolano Rafael Marques aludia também que empresas de exploração diamantífera na zona da Lunda Norte, concretamente na região da Baixa de Kassanje, estavam a cometer crimes e atrocidades.

Segundo o Rei, as empresas diamantíferas têm lavado a cabo as suas actividades sem constrangimentos do género, estando sempre em sintonia com as autoridades tradicionais locais.

(portalangop.co.ao)

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