População invade Parque do Mupa

20130224081311girafO Parque Nacional de Mupa pode vir a mudar de categoria ou encerrar as portas por estar a perder as condições básicas para a protecção da biodiversidade, fruto da invasão de pessoas nos últimos tempos.
Uma fonte do Ministério do Ambiente, citada pela Angop, declarou que o aumento de habitantes e de fazendas agrícolas e a construção de casas definitivas é uma realidade no Parque Nacional da Mupa, que está votado ao abandono há já alguns anos.
Localizado a 175 quilómetros de Ondjiva, município de Cuvelai, o parque tem uma extensão de 6.600 quilómetros quadrados e no local vivem mais de 25 mil pessoas, a maioria das quais faz da flora e fauna a fonte de sobrevivência.
“O número de cidadãos aumentou, facto que aumenta também possíveis riscos contra a fauna e flora”, avançou a fonte, que afirmou ser uma constante a caça furtiva, o abate indiscriminado de árvores e a preparação de grandes extensões de terra para a prática agro-pecuária.
Até 2007, no interior do Parque Nacional da Mupa, estavam construídas 575 casas definitivas, dezenas de aldeias dispersas e foram criadas fazendas agro-pecuárias.

O futuro do parque

Ainda não se sabe ao certo o veredicto do Ministério do Ambiente em relação a esta realidade, mas, até agora, o que se pode dizer é que a população já venceu o conflito “homem e animal”.
Várias espécies estão a deixar o espaço aos “donos da terra” e vão em busca de outras regiões mais seguras, enquanto outros caem nas armadilhas montadas pelos actuais proprietários do habitat.
Recentemente, foram encontrados crânios de elefantes na posse de pessoas daquela região, enquanto outros animais, como girafas e zebras, desapareceram daquelas paragens, devido à “agressão” humana. Criado em 1965, o parque de Mupa está localizado na região do sul de Angola, no município do Cuvelai, ocupa uma margem a sul do Rio Cunene e faz fronteira com a província da Huíla e Kuando-Kubango. O Parque de Mupa é um dos maiores de Angola, um país com uma grande diversidade de espécies animais. As áreas florestais em Angola são propensas à caça ilegal devido ao facto de haver um grande défice de guardas florestais.
Um grande esforço tem sido feito pelo Ministério da Agricultura para a protecção dos parques nacionais, através da realização de cursos intensivos para guardas florestais.

(jornaldeangola.com)

DEIXE UMA RESPOSTA