PM timorense pede na Coreia do Sul cooperação internacional mais eficaz

r225932_895718O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, defendeu no sábado na Coreia do Sul, no discurso proferido na cimeira mundial da paz e hoje divulgado à imprensa, a adoção de novos mecanismos de cooperação porque os utilizados são ineficazes.

“Temos observado experiências e teorias de instituições prestigiadas em lidar permanentemente com a pobreza dos povos e uma e outras têm falhado na sua aplicação às realidades de cada país, no mesmo padrão que serve para todos”, afirmou o chefe do executivo timorense.

Xanana Gusmão viajou na quinta-feira para Seul para participar na cimeira mundial “Paz, Segurança e Desenvolvimento Humano” e na cerimónia tomada de posse da nova Presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Hye, eleita em dezembro de 2012, que hoje decorreu.

Segundo Xanana Gusmão, Timor-Leste agradece a assistência internacional, mas da parceria resultaram “sucessos e insucessos, que não justificam a quantidade de dinheiro gasta”.

“Foi, nesse sentido, que Timor-Leste começou a liderar os diálogos do g7+ (países frágeis) e insistiu com a comunidade internacional sobre a necessidade de adotar novos mecanismos de cooperação, já que os velhos, utilizados há dezenas de anos, demonstraram comprovadamente serem ineficazes”, salientou.

O g7+ é uma organização que pretende melhorar a eficácia da ajuda internacional e é composta por 18 Estados-membros, entre os quais se encontram Timor-Leste e a Guiné-Bissau.

“É chegado o tempo para refletirmos se estes insucessos, das ditas boas vontades das organizações internacionais, políticas e militares, não estarão associados à eterna primazia dos interesses económicos, em detrimento da genuína vontade das Nações e dos povos”, afirmou.

Para o primeiro-ministro timorense, enquanto as intervenções internacionais forem pautadas por interesses, a ajuda vai continuar a ser “contraproducente”.

“É urgente uma mudança corajosa de atitudes por parte dos líderes mundiais. É também urgente uma mudança estrutural que aborde as causas dos problemas e não apenas as suas consequências”, disse, pedindo a aplicação de uma “nova diplomacia” com mais diálogo e contacto. (lusa.pt)

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