Criação das autarquias passa pela formação de quadros

bornito_de_sousaO ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, disse sábado, no Wako-Kungo, província do Kwanza Sul, que a criação das autarquias locais, para além da realização de eleições passa pela formação de quadros, que irão assegurar as localidades.

Falando a margem do quarto encontro nacional de balanço e planificação dos programas municipais integrados de desenvolvimento rural de combate à fome e à pobreza, adiantou que é necessária a formação de recursos humanos capazes para dirigirem a administração local.

“Muitos consideram que a realização de eleições das autarquias locais é um mero exercício dos eleitores, mas elas reflectem-se em vários aspectos que passam pelo perfil dos quadros, criação das infra-estruturas, definição dos orçamentos, organização dos eleitores, entre outros”, frisou o ministro.

Referiu que “enquanto não temos as autarquias locais, os cidadãos, os conselhos de auscultação social e a sociedade civil, deveriam participar na execução dos programas de desenvolvimento local, bem como o seu controlo”.

Disse que o sucesso das políticas do Executivo nos domínios da satisfação das necessidades do combate à pobreza depende de todos os angolanos, em particular da administração local.

Durante dois dias, os participantes fizeram o balanço do programa de 2012, analisaram o mecanismo de execução do Orçamento Geral do Estado para 2013 nos municípios, a metodologia de execução do PMIDRCP e a visão estratégica para o desenvolvimento do comércio rural e escoamento da produção.

O crédito agrícola de campanha e de investimento, o fundo de apoio ao comércio rural, o micro fomento no seio da mulher rural, o combate à fome e à pobreza na melhoria da saúde pública, a municipalização dos serviços de saúde, a descentralização da merenda escolar, bem como o micro fomento e organização produtivas das comunidades e visão estratégica e implementação de pequenas indústrias de transformação e processamento de produtos nas comunidades constam também dos temas abordados durante o evento.

Participaram no encontro 450 entidades governamentais, entre ministros, secretários de estado, vice-governadores, directores nacionais, administradores municipais e técnicos das unidades técnicas provinciais e municipais de combate à fome e à pobreza.

(portalangop.co.ao)

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