Chefias militares da Guiné-Bissau reúnem-se com deputados

9BFEF73E-390C-403B-ADE1-2AF162F84E90_mw1024_n_sAs chefias militares da Guiné-Bissau reuniram-se hoje com os deputados na Assembleia Nacional Popular, um encontro que os militares classificaram de rotina e que ocorre um dia depois de críticas do parlamento ao Governo de transição.

No final do encontro, o porta-voz dos militares, Daba Na Walna, disse aos jornalistas que foi uma reunião “num quadro de concertação”, porque quer militares, quer autoridades, quer partidos e sociedade civil e autoridades tradicionais são “atores de transição”.

“Há necessidades permanentes de concertação” para discutir a agenda de transição, disse.

A reunião surge um dia depois de o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) da Guiné-Bissau, Ibraima Sory Djaló, ter acusado o Governo de governar sem programa e sem orçamento.

Falando na Assembleia Nacional Popular o responsável teceu críticas ao Governo mas também aos pequenos partidos, considerando que muitos deles nem existiam e que apareceram de novo após o golpe de Estado de 12 de abril do ano passado.

O executivo está “a governar com despesas não tituladas que já vão em 15 mil milhões de francos (23 milhões de euros)”, disse, uma acusação que o Governo já considerou ser infundada.

Questionado pelos jornalista, Daba Na Walna disse que o normal em democracia é haver um programa de Governo e um orçamento, acrescentando que “é assim que deve de ser”. (lusa.pt)

DEIXE UMA RESPOSTA