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Presidente cabo-verdiano congratula-se com posições da União Africana e CPLP
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Presidente cabo-verdiano congratula-se com posições da União Africana e CPLP

O Presidente cabo-verdiano congratulou-se ontem por as cimeiras da União Africana (UA) e da CPLP terem referido a necessidade de se encontrar uma solução política para o retorno à normalidade democrática na Guiné-Bissau.

Numa conferência de imprensa na Cidade da Praia, após ter participado nas duas cimeiras, Jorge Carlos Fonseca afirmou que, embora a situação na Guiné-Bissau não tenha sido discutida em profundidade na União africana, no início da semana passada, a posição assumida demonstra que a organização não apoia o golpe de Estado e procura uma solução concertada para o país.

“A União Africana aprovou uma declaração positiva, aceitando a ideia de haver uma intervenção articulada de todas as instâncias – Nações Unidas, UA, CEDEAO [Comunidade dos Económica dos Estados da África ocidental e CPLP [Comunidade dos Países de Língua portuguesa] – para se se encontrar uma solução adequada para a Guiné-Bissau e em conformidade com os seus princípios”, disse.

Já em relação à cimeira da CPLP, que decorreu na sexta-feira em Maputo, Jorge Carlos Fonseca afirmou que o golpe de Estado e a situação atual na Guiné-Bissau mereceu não só um debate mais profundo, com a tomada de uma posição “mais forte” de condenação do golpe e do não reconhecimento das autoridades no poder no país.

“A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa aprovou uma resolução e uma extensa declaração em relação à Guiné-Bissau, reafirmando os princípios de condenação do golpe e afirmando que só reconhece as autoridades legitimadas pelo voto popular”, afirmou.

“A CPLP apela para a ideia de que, sob a égide das Nações Unidas, haja um esforço abrangente e articulado entre as várias instâncias, para que se encontre a melhor forma de retorno à normalidade constitucional. É uma declaração forte”, acrescentou.

Jorge Carlos Fonseca referiu que as posições assumidas nas duas cimeiras constituem um “bom sinal”, já que demonstram que as duas organizações não legitimam as autoridades no poder na Guiné-Bissau.

“É um bom sinal porque, até este momento, tem sido a CEDEAO, uma instância sub-regional, a ocupar-se da situação da Guiné-Bissau. Tem havido algumas críticas, inclusive relativas à ideia de que a posição da CEDEAO tem funcionado como uma espécie de legitimação do golpe militar”, sustentou.

O Presidente cabo-verdiano reconheceu que “não será tarefa fácil” o retorno do país à normalidade constitucional ou mesmo retomar as eleições presidenciais, interrompidas pelo golpe de Estado de 12 de abril último.

Jorge Carlos Fonseca disse ter aproveitado a cimeira para reuniões bilaterais com diversos chefes de Estado, designadamente com o de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, que o convidou a visitar o país em novembro próximo, e com o seu homólogo moçambicano, Armando Guebuza, a quem endereçou o convite para visitar Cabo Verde em 2013.

FONTE: Lusa

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