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Cabo-Verde: Câmaras devem 8,8 ME à empresa de produção e distribuição de energia
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Cabo-Verde: Câmaras devem 8,8 ME à empresa de produção e distribuição de energia

As 22 câmaras municipais cabo-verdianas devem à Electra cerca de 980 mil contos (8,8 milhões de euros), disse hoje o presidente da empresa pública de produção e distribuição de energia e água em Cabo Verde.

Citado hoje na edição online do semanário cabo-verdiano Expresso das Ilhas, Alexandre Fontes indicou que grande parte da dívida está ligada à iluminação pública, taxa que, segundo a lei, deve ser paga palas autarquias, que não têm cumprido.

“A missão da Electra não é providenciar a energia para efeitos de iluminação pública, pelo que há uma inversão de papéis. A Electra é uma empresa que tem custos e rendimentos, cuja qualidade de serviço vai depender do cruzamento de equilíbrio do custo e das receitas”, sublinhou Alexandre Fontes.

O presidente da Electra chamou também a atenção para os roubos de energia que, sem quantificar, estão, em grande parte também, na origem de muitos dos apagões que afetam as diversas regiões do país, sobretudo na capital a Cidade da Praia.

“Está nas mãos dos consumidores também. Há um sentimento de impunidade relativamente aos processos de roubo de energia acumulados nos tribunais”, disse, acrescentando que o roubo de energia e o não pagamento de faturas “é uma prática normal, que não assusta ninguém”.

Defendendo a necessidade de se rever o sistema judicial e de criar um Tribunal de Cobrança, Alexandre Fontes afirmou que há vários processos de roubo de energia que estão a “dormir nas gavetas” dos tribunais, ressalvando que os trabalhos desenvolvidos no terreno acabam por não ter valor.

Alexandre Fontes disse desconhecer o número de casos existentes nos tribunais, mas garantiu que os cinco mil casos de roubo de energia revelados representam apenas 10 por cento daquilo que existe na realidade.

Questionado sobre os resultados da Oferta Pública das Obrigações da Electra, lançada a 17 deste mês e terminada na quinta-feira, o presidente da empresa indicou terem sido subscritas 90 por cento das ações, “o que mostra a confiança dos obrigacionistas” numa conjuntura económica adversa.

A mesma opinião teve o presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVCV), Manuel Lima, ao lembrar que as obrigações, no valor nominal de 1.000 escudos (9,06 euros) cada uma – no montante total de 1.350 milhões de escudos (12,2 milhões de euros) – renderam à Electra 1.202 milhões de escudos (10,9 milhões de euros).

Os consórcios da Oferta Pública das Obrigações da Electra foram o Banco Comercial do Atlântico (BCA) e Banco Interatlântico (ambos Grupo Caixa Geral de Depósitos), bem como a Caixa Económica de Cabo Verde (CECV), que tem como maiores acionistas o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS, 32,2 por cento), Geocapital (27,4 por cento) e os Correios de Cabo Verde (15,1 por cento).

FONTE: Lusa

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