Ministério da Saúde regista o aumento da esperança de vida dos seropositivos
A directora do Instituto Nacional de Luta contra a Sida, Dulcelina Serrano, disse na terça-feira, em Luanda, que a epidemia de VIH/Sida em Angola está controlada e que se tem verificado um aumento da esperança de vida das pessoas infectadas.
Este sucesso é devido, na sua opinião, à expansão do acesso ao tratamento e ao aumento de especialistas que acompanham e tratam pessoas infectadas pelo vírus da Sida, cujo primeiro caso foi notificado em Angola em 1995.
“Desde que expandimos o acesso ao diagnóstico, o número de portadores diminuiu”, declarou a especialista em Saúde Pública, acrescentando que, em 2007, a taxa de detecção era de dez por cento e, hoje em dia, anda à volta dos quatro por cento.
Os casos de VIH/Sida estão mais concentrados em pessoas sexualmente activas. As mulheres entre os 19 e os 35 anos são as mais atingidas, enquanto nos homens o flagelo ocorre principalmente entre os 25 e os 40 anos.
De acordo com a médica, que falava aos jornalistas durante a Reunião Extraordinária da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) sobre Saúde, que começou na segunda-feira e termina hoje, a mulher tem tido maior carga viral devido à sua vulnerabilidade biológica e a outros factores sociais. A directora Dulcelina Serrano sublinhou que a transmissão enganosa ainda é preocupante, porque as pessoas infectadas por esta via não têm coragem suficiente para o denunciarem às entidades de direito. Em contrapartida, aquelas que aderem ao tratamento regular têm pouca probabilidade de transmitir o vírus ao parceiro, porque o tratamento reduz a carga viral no organismo, tornando-o menos transmissor.
“O papel dos anti-retrovirais não serve apenas para melhorar a qualidade de vida destas pessoas, mas também para as tornar menos contaminantes”, declarou a médica Dulcelina Serrano.
Cirurgias no Cazenga
O chefe de repartição da Saúde no município do Cazenga, Zola Messo, anunciou, para breve, a realização de intervenções cirúrgicas nos hospitais dos Cajueiros e Municipal.O responsável pelo sector da Saude no município do Cazenga referiu na terça-feira, à agência de notícias Angop, que a introdução do serviço de cirurgias se deve à modernização e ampliação dos dois hospitais de referência do município. O Hospital dos Cajueiros passa a contar com quatro salas de operações e o Municipal com duas. O único hospital que fazia cirurgias, e apenas cesarianas, era o dos Cajueiros.
Fonte: JA












